China faz manobra militar perto de Taiwan como 'advertência' por declarações de Biden

Porta-voz do exército da China destacou em fala que Taiwan é território chinês Dado Ruvic/Reuters - 28/04/2022 O Exército da China anunciou nesta quarta-feira (25) que realizou manobras militares perto de Taiwan como uma "advertência contra a conspiração entre as forças separatistas e os Estados Unidos", depois que o presidente americano, Joe Biden, disse que seu país interviria militarmente se Pequim tentasse se apoderar da ilha. "Esta é uma patrulha do Exército Popular de Libertação (EPL) em torno de Taiwan com o objetivo de prontidão de combate e exercícios de treinamento tanto no mar quanto no ar", disse o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental, em comunicado. Shi afirmou que os exercícios são "uma advertência solene contra o recente conluio entre os Estados Unidos e as 'forças separatistas taiwanesas". Veja também Internacional 'Nada mudou', diz brasileiro em Xangai após governo anunciar flexibilização do confinamento Internacional Chegar ao hospital foi um 'parto', diz brasileira que deu à luz durante quarentena rígida em Xangai Internacional Xangai pretende encerrar em junho quarentena para conter Covid-19  "É hipócrita e fútil que os EUA tomem ações completamente opostas a suas palavras e frequentemente encorajem as 'forças de independência de Taiwan'. Todos esses atos dos EUA só levarão a uma situação perigosa e terão sérias consequências para si mesmos", declarou. O porta-voz também enfatizou que "Taiwan é parte da China", e por isso o país quer "salvaguardar firmemente a soberania e a segurança nacional, bem como a paz e a estabilidade na região". Leia também 'Quando fiz as contas de quanto tempo ficaríamos trancados, chorei muito', diz brasileira em Xangai OMS considera insustentável política chinesa de 'Covid zero' CIA: China estuda guerra na Ucrânia para possível ataque em Taiwan Na segunda-feira (23), a China reagiu com veemência às declarações de Biden de que os EUA continuam empenhados em defender Taiwan e que podem intervir militarmente no caso de uma invasão chinesa à ilha, que Pequim considera uma parte "inalienável" de seu território. Em outubro passado, a China e os Estados Unidos tiveram uma discussão semelhante sobre Taiwan depois que Biden anunciou um "compromisso" explícito de defender a ilha no caso de uma invasão chinesa. A China insiste em "reunificar" a República Popular com a ilha, que tem sido governada autonomamente desde que o partido Kuomintang lá se estabeleceu em 1949, após perder a guerra civil contra os comunistas. Desde então, tem havido apelos crescentes para que Taiwan declare independência como um Estado soberano, o que irrita Pequim, que reitera que "a reunificação será alcançada".

China faz manobra militar perto de Taiwan como 'advertência' por declarações de Biden
Porta-voz do exército da China destacou em fala que Taiwan é território chinês
Porta-voz do exército da China destacou em fala que Taiwan é território chinês Dado Ruvic/Reuters - 28/04/2022

O Exército da China anunciou nesta quarta-feira (25) que realizou manobras militares perto de Taiwan como uma "advertência contra a conspiração entre as forças separatistas e os Estados Unidos", depois que o presidente americano, Joe Biden, disse que seu país interviria militarmente se Pequim tentasse se apoderar da ilha.

"Esta é uma patrulha do Exército Popular de Libertação (EPL) em torno de Taiwan com o objetivo de prontidão de combate e exercícios de treinamento tanto no mar quanto no ar", disse o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental, em comunicado.

Shi afirmou que os exercícios são "uma advertência solene contra o recente conluio entre os Estados Unidos e as 'forças separatistas taiwanesas".

"É hipócrita e fútil que os EUA tomem ações completamente opostas a suas palavras e frequentemente encorajem as 'forças de independência de Taiwan'. Todos esses atos dos EUA só levarão a uma situação perigosa e terão sérias consequências para si mesmos", declarou.

O porta-voz também enfatizou que "Taiwan é parte da China", e por isso o país quer "salvaguardar firmemente a soberania e a segurança nacional, bem como a paz e a estabilidade na região".

Na segunda-feira (23), a China reagiu com veemência às declarações de Biden de que os EUA continuam empenhados em defender Taiwan e que podem intervir militarmente no caso de uma invasão chinesa à ilha, que Pequim considera uma parte "inalienável" de seu território.

Em outubro passado, a China e os Estados Unidos tiveram uma discussão semelhante sobre Taiwan depois que Biden anunciou um "compromisso" explícito de defender a ilha no caso de uma invasão chinesa.

A China insiste em "reunificar" a República Popular com a ilha, que tem sido governada autonomamente desde que o partido Kuomintang lá se estabeleceu em 1949, após perder a guerra civil contra os comunistas.

Desde então, tem havido apelos crescentes para que Taiwan declare independência como um Estado soberano, o que irrita Pequim, que reitera que "a reunificação será alcançada".