Diagnosticada com autismo na vida adulta: "Não queria estar viva"

Em relato dado à Daniela Ferreira, Bianca Bittencourt, 22, conta que se sentiu diferente a vida toda e sempre teve o diagnóstico negligenciado por médicos

Diagnosticada com autismo na vida adulta: "Não queria estar viva"
Bianca Bittencourt só conseguiu o diagnostico do autismo adulta Arquivo pessoal

Eu estava exausta as outras crianças que eu era como elas, mas eu não era. O barulho, a luz, a sensação térmica, tudo isso me incomodava. Em muitos dias, almoçava dentro do banheiro porque não queria estar com outras crianças. Eu não queria o barulho.

A minha mãe é coordenadora de uma APAE, (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) tem pós-graduação em psicopedagogia e está fazendo uma segunda pós-graduação em autismo. Ela já lidou com diversos tipos de deficiência e sempre achou que eu tinha todos os sinais do autismo. No entanto, ela não conseguia fazer nenhum profissional olhar para isso de verdade.

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