Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia

Bilionário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20). Reuters O bilionário Elon Musk anunciou, via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk fez anúncio na manhã desta sexta-feira (20), via Tweeter. Reprodução "Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink em 19 mil escolas não conectadas em áreas rurais e também para o monitoramento ambiental da Amazônia", disse Musk na publicação. O encontro ocorre em um evento no interior de São Paulo. A informação foi antecipada na última quinta (19) pelo colunista Lauro Jardim, de "O Globo". O governo federal não confirmou as informações divulgadas pelo empresário até o momento. Mas o ministro das Comunicações, Fábio Faria, postou nas redes sociais que Musk veio "para tratar com o governo brasileiro sobre Conectividade e Proteção da Amazônia". A outra corrida espacial dos bilionários: SpaceX, de Musk, e Amazon miram internet via satélite Elon Musk, que em abril anunciou acordo de compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 215 bilhões), é o homem mais rico do mundo e tem um patrimônio avaliado em US$ 219 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), segundo ranking da "Forbes". Ele também é dono da empresa de transporte espacial SpaceX, onde opera também um serviço de internet via satélite, e da Tesla, fabricante de carros elétricos. SAIBA MAIS: Quem é Elon Musk? QG da reeleição quer usar encontro com Elon Musk como peça de campanha de Bolsonaro Elon Musk e Jair Bolsonaro: conheça o hotel de luxo onde ocorre o encontro Starlink e SpaceX Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink, sistema de satélites da SpaceX, de Musk. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de internet em todo o território brasileiro, com direito de exploração até 2027. A autorização da Anatel foi concedida após reunião do ministro Fábio Faria com Musk nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o governo do Amazonas também informou manter contato com a SpaceX para a instalação de tecnologia da empresa do bilionário no estado. Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região. A nova 'corrida' dos bilionários O fornecimento de internet via satélite para locais remotos é outro ramo em que os bilionários Musk e Jeff Bezos, dono da Amazon, concorrem, além do turismo espacial. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A SpaceX, de Musk, está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites. A empresa quer chegar a uma rede com 42.000 equipamentos em operação no espaço, mas precisa do sinal verde da Comissão Federal de Comunicações (FCC), equivalente americana da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já a Amazon trabalha no Project Kuiper. A companhia não tem satélites em operação, mas, em novembro de 2021, recebeu autorização da FCC para operar uma constelação com 3.236 unidades. Bezos também é dono de uma empresa de transporte aeroespacial, a Blue Origin — a mesma que levará o brasileiro Victor Hespanha ao espaço. Mas por que Musk e Bezos investem na internet via satélite quando já existe fibra óptica? A resposta pode estar na própria fibra óptica: para oferecerem esse tipo de internet, as empresas precisam criar uma grande rede de cabos, o que não é viável financeiramente para qualquer local. É comum que esse tipo de infraestrutura se concentre nas cidades onde os provedores entendem que terão um retorno considerável. Em regiões remotas, a oferta desses serviços é limitada e, em alguns casos, é preciso recorrer ao serviço de internet via satélite, que já é oferecido por várias empresas. 'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários Arte/g1 Foco em regiões distantes dos grandes centros A internet via satélite existe há anos, mas Musk, Bezos e outros investem em outro modelo do serviço. Hoje, a maioria dos provedores desse tipo de rede usa grandes satélites em órbita geoestacionária, isto é, que acompanham a rotação da Terra e permanecem sobre uma mesma região. No caso do Starlink e do futuro serviço da Amazon, os satélites ficam na chamada órbita terrestre baixa, mais próxima da Terra. Eles estão próximos à Estação Espacial Internacional e ao telescópio Hubble. Com uma distância menor, os novos satélites prometem diminuir a latência, que indica quanto tempo uma inform

Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia

Bilionário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20). Reuters O bilionário Elon Musk anunciou, via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk fez anúncio na manhã desta sexta-feira (20), via Tweeter. Reprodução "Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink em 19 mil escolas não conectadas em áreas rurais e também para o monitoramento ambiental da Amazônia", disse Musk na publicação. O encontro ocorre em um evento no interior de São Paulo. A informação foi antecipada na última quinta (19) pelo colunista Lauro Jardim, de "O Globo". O governo federal não confirmou as informações divulgadas pelo empresário até o momento. Mas o ministro das Comunicações, Fábio Faria, postou nas redes sociais que Musk veio "para tratar com o governo brasileiro sobre Conectividade e Proteção da Amazônia". A outra corrida espacial dos bilionários: SpaceX, de Musk, e Amazon miram internet via satélite Elon Musk, que em abril anunciou acordo de compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 215 bilhões), é o homem mais rico do mundo e tem um patrimônio avaliado em US$ 219 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), segundo ranking da "Forbes". Ele também é dono da empresa de transporte espacial SpaceX, onde opera também um serviço de internet via satélite, e da Tesla, fabricante de carros elétricos. SAIBA MAIS: Quem é Elon Musk? QG da reeleição quer usar encontro com Elon Musk como peça de campanha de Bolsonaro Elon Musk e Jair Bolsonaro: conheça o hotel de luxo onde ocorre o encontro Starlink e SpaceX Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink, sistema de satélites da SpaceX, de Musk. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de internet em todo o território brasileiro, com direito de exploração até 2027. A autorização da Anatel foi concedida após reunião do ministro Fábio Faria com Musk nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o governo do Amazonas também informou manter contato com a SpaceX para a instalação de tecnologia da empresa do bilionário no estado. Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região. A nova 'corrida' dos bilionários O fornecimento de internet via satélite para locais remotos é outro ramo em que os bilionários Musk e Jeff Bezos, dono da Amazon, concorrem, além do turismo espacial. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A SpaceX, de Musk, está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites. A empresa quer chegar a uma rede com 42.000 equipamentos em operação no espaço, mas precisa do sinal verde da Comissão Federal de Comunicações (FCC), equivalente americana da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já a Amazon trabalha no Project Kuiper. A companhia não tem satélites em operação, mas, em novembro de 2021, recebeu autorização da FCC para operar uma constelação com 3.236 unidades. Bezos também é dono de uma empresa de transporte aeroespacial, a Blue Origin — a mesma que levará o brasileiro Victor Hespanha ao espaço. Mas por que Musk e Bezos investem na internet via satélite quando já existe fibra óptica? A resposta pode estar na própria fibra óptica: para oferecerem esse tipo de internet, as empresas precisam criar uma grande rede de cabos, o que não é viável financeiramente para qualquer local. É comum que esse tipo de infraestrutura se concentre nas cidades onde os provedores entendem que terão um retorno considerável. Em regiões remotas, a oferta desses serviços é limitada e, em alguns casos, é preciso recorrer ao serviço de internet via satélite, que já é oferecido por várias empresas. 'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários Arte/g1 Foco em regiões distantes dos grandes centros A internet via satélite existe há anos, mas Musk, Bezos e outros investem em outro modelo do serviço. Hoje, a maioria dos provedores desse tipo de rede usa grandes satélites em órbita geoestacionária, isto é, que acompanham a rotação da Terra e permanecem sobre uma mesma região. No caso do Starlink e do futuro serviço da Amazon, os satélites ficam na chamada órbita terrestre baixa, mais próxima da Terra. Eles estão próximos à Estação Espacial Internacional e ao telescópio Hubble. Com uma distância menor, os novos satélites prometem diminuir a latência, que indica quanto tempo uma informação leva para sair de um ponto e chegar ao seu destino. Nos dois casos, porém, o foco está em regiões distantes de grandes centros.