Entregadores e motoristas de aplicativos fazem protesto e cobram aumento de remuneração, no Grande Recife

Trabalhadores alegam que, com reajuste dos combustíveis, lucro tem sido cada vez menor e pedem que percentual repassado seja revisto por empresas. Categorias aderiram a ato convocado nacionalmente. Motoristas de transporte por aplicativo cobram maior percentual de dinheiro das corridas Motoristas de transporte de passageiros por aplicativos e entregadores de alimentos e produtos realizam, nesta terça (29), um protesto por reajuste do percentual de remuneração para as categorias (veja vídeo acima). O ato, que faz parte de uma mobilização nacional, saiu do Centro de Convenções, em Olinda, em direção ao Recife, às 10h30. A mobilização terminou às 14h. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A concentração começou por volta das 7h, ao lado do Classic Hall, e seguiu para a Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foram enviados para monitorar o ato (veja vídeo abaixo). Motoristas de aplicativo e entregadores fazem protesto e cobram reajuste de remuneração Os motoristas do Grande Recife representam uma categoria de cerca de 70 mil trabalhadores, de acordo com o presidente da Associação dos Motoristas e Motofretistas por Aplicativos de Pernambuco (Amape), Tiago Silva. Segundo ele, há protestos em outras cidades do estado e também do país. Silva afirmou, em entrevista ao g1, que os condutores de aplicativo contam com apoio de entregadores de alimentos e mercadorias. Juntas, essas categorias têm mais de 100 mil pessoas trabalhando em Pernambuco. Motoristas e entregadores criticam o que chamam de “baixos valores repassados pelas empresas”. Entregadores de alimentos e produtos cobram reajuste nas tarifas, no Grande Recife Elvys Lopes/TV Globo Segundo a Amape, houve repasse de aumento de valores para os passageiros e perda de percentual das corridas para os trabalhadores. “As empresas ficam com até metade do valor final da corrida. Se você fizer um trajeto que renda R$ 30, a empresa pega até RS 15, mas o passageiro teve reajuste de cerca de 6,5% nas tarifas, nos últimos meses. Não podemos ter viagens que custam menos do que o preço do litro de gasolina", afirmou Tiago Silva. O motorista de aplicativo Pedro Guimarães trabalhava com eventos e, com a pandemia, passou a se dedicar apenas ao carro. "Está muito difícil. Tem dia que o combustível 'come' o lucro todo", afirmou. O entregador Rodrigo Lopes disse que a meta da categoria é conseguir um reajuste de, ao menos, 50% sobre o valor recebido para cada corrida. "A situação é precária. Combustíveis e insumos tiveram reajuste muito grande e as empresas repassaram um aumento do valor da corrida fora da realidade", disse. Carros em fila na concentração do protesto de motoristas e entregadores de aplicativos, nesta terça-feira (29), em Olinda Elvys Lopes/TV Globo Em nota, o Ifood disse que "respeita o direito de manifestação" e que vem dialogando com os entregadores, tendo já reajustado o valor do quilômetro rodado, indo de R$1 para R$ 1,50, e o da taxa mínima, de R$ 5,31 para R$ 6. Resposta Por meio de nota, a Uber disse que fez um "pacote de medidas para ajudar a mitigar os custos dos motoristas parceiros com a mais recente alta dos combustíveis". A empresa informou que estão sendo investidos cerca de R$ 100 milhões em iniciativas. Entr eelas, estão promoções de ganhos adicionais e parcerias que ajudam a reduzir os custos dos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens. Ainda de acordo com a Uber, o preço das viagens intermediadas pela plataforma foi reajustado temporariamente em 6,5%, "com o objetivo de ajudar os motoristas parceiros a lidar com o pico de alta em seus custos operacionais". "Também estão sendo realizadas ações especiais de desconto de 20% no abastecimento de gasolina pelos motoristas parceiros, por meio de uma parceria de cashback entre a Uber Conta, rede Ipiranga e app abastece-aí", acrescentou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Entregadores e motoristas de aplicativos fazem protesto e cobram aumento de remuneração, no Grande Recife

Trabalhadores alegam que, com reajuste dos combustíveis, lucro tem sido cada vez menor e pedem que percentual repassado seja revisto por empresas. Categorias aderiram a ato convocado nacionalmente. Motoristas de transporte por aplicativo cobram maior percentual de dinheiro das corridas Motoristas de transporte de passageiros por aplicativos e entregadores de alimentos e produtos realizam, nesta terça (29), um protesto por reajuste do percentual de remuneração para as categorias (veja vídeo acima). O ato, que faz parte de uma mobilização nacional, saiu do Centro de Convenções, em Olinda, em direção ao Recife, às 10h30. A mobilização terminou às 14h. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A concentração começou por volta das 7h, ao lado do Classic Hall, e seguiu para a Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foram enviados para monitorar o ato (veja vídeo abaixo). Motoristas de aplicativo e entregadores fazem protesto e cobram reajuste de remuneração Os motoristas do Grande Recife representam uma categoria de cerca de 70 mil trabalhadores, de acordo com o presidente da Associação dos Motoristas e Motofretistas por Aplicativos de Pernambuco (Amape), Tiago Silva. Segundo ele, há protestos em outras cidades do estado e também do país. Silva afirmou, em entrevista ao g1, que os condutores de aplicativo contam com apoio de entregadores de alimentos e mercadorias. Juntas, essas categorias têm mais de 100 mil pessoas trabalhando em Pernambuco. Motoristas e entregadores criticam o que chamam de “baixos valores repassados pelas empresas”. Entregadores de alimentos e produtos cobram reajuste nas tarifas, no Grande Recife Elvys Lopes/TV Globo Segundo a Amape, houve repasse de aumento de valores para os passageiros e perda de percentual das corridas para os trabalhadores. “As empresas ficam com até metade do valor final da corrida. Se você fizer um trajeto que renda R$ 30, a empresa pega até RS 15, mas o passageiro teve reajuste de cerca de 6,5% nas tarifas, nos últimos meses. Não podemos ter viagens que custam menos do que o preço do litro de gasolina", afirmou Tiago Silva. O motorista de aplicativo Pedro Guimarães trabalhava com eventos e, com a pandemia, passou a se dedicar apenas ao carro. "Está muito difícil. Tem dia que o combustível 'come' o lucro todo", afirmou. O entregador Rodrigo Lopes disse que a meta da categoria é conseguir um reajuste de, ao menos, 50% sobre o valor recebido para cada corrida. "A situação é precária. Combustíveis e insumos tiveram reajuste muito grande e as empresas repassaram um aumento do valor da corrida fora da realidade", disse. Carros em fila na concentração do protesto de motoristas e entregadores de aplicativos, nesta terça-feira (29), em Olinda Elvys Lopes/TV Globo Em nota, o Ifood disse que "respeita o direito de manifestação" e que vem dialogando com os entregadores, tendo já reajustado o valor do quilômetro rodado, indo de R$1 para R$ 1,50, e o da taxa mínima, de R$ 5,31 para R$ 6. Resposta Por meio de nota, a Uber disse que fez um "pacote de medidas para ajudar a mitigar os custos dos motoristas parceiros com a mais recente alta dos combustíveis". A empresa informou que estão sendo investidos cerca de R$ 100 milhões em iniciativas. Entr eelas, estão promoções de ganhos adicionais e parcerias que ajudam a reduzir os custos dos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens. Ainda de acordo com a Uber, o preço das viagens intermediadas pela plataforma foi reajustado temporariamente em 6,5%, "com o objetivo de ajudar os motoristas parceiros a lidar com o pico de alta em seus custos operacionais". "Também estão sendo realizadas ações especiais de desconto de 20% no abastecimento de gasolina pelos motoristas parceiros, por meio de uma parceria de cashback entre a Uber Conta, rede Ipiranga e app abastece-aí", acrescentou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias