'Fui sequestrado pelos russos como exemplo', diz prefeito de Melitopol em Fórum Econômico Mundial

Prefeito de Melitopol, Ivan Fedorov, participa de entrevista em Davos, na Suíça Reuters - 23.05.2022 O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol disse nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que foi sequestrado pelos russos como exemplo para os outros que não apoiariam a invasão do território ucraniano. A Ucrânia afirma que Ivan Fedorov foi sequestrado em 11 de março e ficou detido por seis dias, sendo libertado em 16 de março. Veja também Internacional Primeiro soldado russo julgado na Ucrânia por crimes de guerra é condenado à prisão perpétua Internacional 'Só restam pedras', dizem os refugiados ucranianos que esperam para retornar para suas casas Internacional 'Ferimentos graves são partes do corpo decepadas', diz esposa de militar sobre Azovstal A comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Tatiana Moskalkova, confirmou em entrevista à televisão estatal que uma troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia envolvendo Fedorov ocorreu em março. Em sua libertação, o prefeito recebeu do presidente ucraniano Volodmir Zelenski um prêmio por bravura. O Ministério da Defesa da Rússia anunciou em 26 de fevereiro que havia assumido o controle de Melitopol, cidade do sul do país com uma população pré-guerra de pouco mais de 150 mil pessoas. O ministério também disse que está tomando todas as precauções para garantir a segurança da população local. Leia também Joe Biden sanciona lei que fornece R$ 195 bilhões em apoio à Ucrânia Zelenski afirma que 'apenas a diplomacia' encerrará guerra na Ucrânia Vladimir Putin pode declarar guerra à Ucrânia em breve? Entenda Entretanto, Fedorov declarou à Reuters, à margem do Fórum Econômico Mundial, que os moradores estão lutando para ter acesso à assistência médica e comprar comida. Falando no mesmo evento, o prefeito da cidade ucraniana de Bucha pediu aos participantes que tomassem conhecimento da guerra no país. "Acho que o Fórum Econômico Mundial é o evento onde a Ucrânia deve expressar os crimes de guerra que a Rússia está cometendo por meio de seus soldados em seu território", disse Anatolii Fedoruk. A Rússia nega assassinar civis ou ter envolvimento em crimes de guerra.  

'Fui sequestrado pelos russos como exemplo', diz prefeito de Melitopol em Fórum Econômico Mundial
Prefeito de Melitopol, Ivan Fedorov, participa de entrevista em Davos, na Suíça
Prefeito de Melitopol, Ivan Fedorov, participa de entrevista em Davos, na Suíça Reuters - 23.05.2022

O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol disse nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que foi sequestrado pelos russos como exemplo para os outros que não apoiariam a invasão do território ucraniano.

A Ucrânia afirma que Ivan Fedorov foi sequestrado em 11 de março e ficou detido por seis dias, sendo libertado em 16 de março.

A comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Tatiana Moskalkova, confirmou em entrevista à televisão estatal que uma troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia envolvendo Fedorov ocorreu em março.

Em sua libertação, o prefeito recebeu do presidente ucraniano Volodmir Zelenski um prêmio por bravura.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou em 26 de fevereiro que havia assumido o controle de Melitopol, cidade do sul do país com uma população pré-guerra de pouco mais de 150 mil pessoas. O ministério também disse que está tomando todas as precauções para garantir a segurança da população local.

Entretanto, Fedorov declarou à Reuters, à margem do Fórum Econômico Mundial, que os moradores estão lutando para ter acesso à assistência médica e comprar comida.

Falando no mesmo evento, o prefeito da cidade ucraniana de Bucha pediu aos participantes que tomassem conhecimento da guerra no país.

"Acho que o Fórum Econômico Mundial é o evento onde a Ucrânia deve expressar os crimes de guerra que a Rússia está cometendo por meio de seus soldados em seu território", disse Anatolii Fedoruk. A Rússia nega assassinar civis ou ter envolvimento em crimes de guerra.