Legalização do aborto muda vidas na Argentina; há medo de retrocesso

No primeiro ano, mais de 64 mil recorreram à interrupção voluntária da gravidez, embora ainda haja resistência em áreas mais conservadoras do país

Legalização do aborto muda vidas na Argentina; há medo de retrocesso
Argentina legalizou aborto no fim de 2020Emergentes

Hoje, a realidade neste hospital e em muitos outros da Argentina é diferente. Existem médicos e equipes prontos para atender quem decide abortar. Em palavras de Sebastiani, respira-se alívio entre as mulheres que, com a tranquilidade de saber que, evitando algumas instituições onde sabe-se que ainda existe preconceito, estigma e predomina a chamada objeção de consciência dos profissionais da saúde (usada para negar-se a realizar abortos), na maioria dos casos as situações se resolvem bem.

As boas notícias convivem com temores de retrocesso — acentuados desde que a Corte Suprema dos Estados Unidos derrubou o direito constitucional ao ao aborto no país. Há tentativas de boicote por grupos conservadores que recorrem à Justiça, e o preconceito e o estigma ainda fortes entre profissionais da saúde.

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