Passou a hora do estado brasileiro encolher

Ao invés do Estado trabalhar para atender necessidades do cidadão, o cidadão é que trabalha para manter privilégios da máquina estatal ineficiente e perdulária

Passou a hora do estado brasileiro encolher
Nuno VasconcellosDaniel Castro Branco/Agência O Dia

É evidente que esse conceito está simplificado e que as funções do Estado moderno, em qualquer lugar do mundo, têm se tornado cada vez mais complexas. Há, no entanto, pontos de vista que não são nem de direita e nem de esquerda, mas que precisam estar presentes no centro da discussão. Um deles é o de que o Estado precisa gastar menos com a própria manutenção para que possa ter mais dinheiro para gastar com programas que beneficiem a toda população. Precisa gastar menos com o custeio da máquina para ter mais recursos para investir em programas sociais que beneficiem, sobretudo, a parte mais vulnerável da população. E também em projetos de infraestrutura que gerem empregos e ajudem a estimular a economia.

Essa situação tem gerado uma inversão impiedosa de valores: ao invés do Estado dar suporte ao cidadão, o cidadão brasileiro é que vem carregando o Estado nas costas — e boa parte de seus esforço é destinado a garantir os privilégios das corporações mais poderosas do funcionalismo. Como foi dito neste espaço na semana passada, qualquer generalização em torno do serviço púbico é perigosa. Mas não é preciso ir muito longe para se perceber que, no Brasil, a máquina pública é pesada, onerosa e ineficiente.

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