Pianista José Roberto Bertrami, morto há dez anos, tem relançados os dois primeiros álbuns

Gravados em 1965 e 1966, os discos 'Os Tatuís' e 'José Roberto Trio' ganham em março edições em LP e CD. Grupo Os Tatuís, formado em 1965 por José Roberto Bertrami (1946 – 2012) Divulgação / Far Out Recordings ♪ Projetado em escala mundial como tecladista e arranjador do Azymuth, trio de samba, funk e jazz fusion agrupado em 1973, o músico e compositor paulista José Roberto Bertrami (21 de fevereiro de 1946 – 8 de julho de 2012) tem os dois primeiros álbuns da discografia – ambos gravados antes da fama – relançados em LP e CD em março deste ano de 2022. Dez anos após a morte de Bertrami, o selo inglês Far Out Recordings repõe em catálogo, a partir de 18 de março, os álbuns Os Tatuís (1965) e José Roberto Trio (1966). Com capa que expõe arte de Franklin França, o álbum Os Tatuís traz no título o nome do grupo formado por José Roberto (piano) com o irmão Cláudio Henrique Bertrami (contrabaixo) e com os músicos Aresky Aratto (órgão), Elizeu de Campos Vieira (bateria), Ivo Mendes (trompete) e Og Vasconcelos (sax tenor). O nome do grupo, Os Tatuís, aludia ao nome da cidade do estado de São Paulo, Tatuí (SP), em que Bertrami nascera há então 19 anos. Influenciado pela Bossa Nova, o grupo Os Tatuís gravou no disco músicas de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), entre outros compositores associados à revolução musical de 1958. O repertório do álbum Os Tatuís também incluiu tema de autoria de Bertrami, A bossa do Zé Roberto. Capa do álbum 'José Roberto Trio', de 1966 Arte de Antonio Melero A propósito, José Roberto Bertrami apareceria com mais frequência como compositor no repertório do segundo álbum do artista, José Roberto Trio, gravado pelo pianista com o trio que formara em 1966 com o irmão Cláudio Henrique Bertrami no baixo e Jovito Coluna na bateria. A arte da capa do disco José Roberto Trio tem a assinatura de Antonio Melero. Já o repertório transitou por músicas do recorrente Jobim, de Baden Powell (1937 – 2000) e de Marcos Valle, entre outros compositores em evidência em meados dos anos 1960 na fase anterior aos festivais e ao surgimento da MPB. Capa do álbum 'Os Tatuís', de 1965 Arte de Franklin França

Pianista José Roberto Bertrami, morto há dez anos, tem relançados os dois primeiros álbuns

Gravados em 1965 e 1966, os discos 'Os Tatuís' e 'José Roberto Trio' ganham em março edições em LP e CD. Grupo Os Tatuís, formado em 1965 por José Roberto Bertrami (1946 – 2012) Divulgação / Far Out Recordings ♪ Projetado em escala mundial como tecladista e arranjador do Azymuth, trio de samba, funk e jazz fusion agrupado em 1973, o músico e compositor paulista José Roberto Bertrami (21 de fevereiro de 1946 – 8 de julho de 2012) tem os dois primeiros álbuns da discografia – ambos gravados antes da fama – relançados em LP e CD em março deste ano de 2022. Dez anos após a morte de Bertrami, o selo inglês Far Out Recordings repõe em catálogo, a partir de 18 de março, os álbuns Os Tatuís (1965) e José Roberto Trio (1966). Com capa que expõe arte de Franklin França, o álbum Os Tatuís traz no título o nome do grupo formado por José Roberto (piano) com o irmão Cláudio Henrique Bertrami (contrabaixo) e com os músicos Aresky Aratto (órgão), Elizeu de Campos Vieira (bateria), Ivo Mendes (trompete) e Og Vasconcelos (sax tenor). O nome do grupo, Os Tatuís, aludia ao nome da cidade do estado de São Paulo, Tatuí (SP), em que Bertrami nascera há então 19 anos. Influenciado pela Bossa Nova, o grupo Os Tatuís gravou no disco músicas de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), entre outros compositores associados à revolução musical de 1958. O repertório do álbum Os Tatuís também incluiu tema de autoria de Bertrami, A bossa do Zé Roberto. Capa do álbum 'José Roberto Trio', de 1966 Arte de Antonio Melero A propósito, José Roberto Bertrami apareceria com mais frequência como compositor no repertório do segundo álbum do artista, José Roberto Trio, gravado pelo pianista com o trio que formara em 1966 com o irmão Cláudio Henrique Bertrami no baixo e Jovito Coluna na bateria. A arte da capa do disco José Roberto Trio tem a assinatura de Antonio Melero. Já o repertório transitou por músicas do recorrente Jobim, de Baden Powell (1937 – 2000) e de Marcos Valle, entre outros compositores em evidência em meados dos anos 1960 na fase anterior aos festivais e ao surgimento da MPB. Capa do álbum 'Os Tatuís', de 1965 Arte de Franklin França