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Direção de Léa Pool. Com Piper Perabo, Jessica Paré, Mischa Barton, Jackie Burroughs, Mimi Kuzyk, Graham Greene.
Falar sobre lesbianismo hoje em dia é moda. Seja na novela das oito, em programas de debate, ou mesmo em revistas juvenis. No cinema, existem alguns filmes que tocam no tema com mais dramaticidade (Almas Gêmeas, de Peter Jackson) e outros que se permitem criar fantasias (como Femme Fatale ou Cidade dos Sonhos). Já Assunto de Meninas é mais leve, podendo ser classificado como um romance adolescente sobre duas jovens apaixonadas, que mantêm um relacionamento em segredo.
Vivendo em um colégio interno, Paulie (Perabo) e Victoria (Paré) dividem o quarto com uma novata, Mary (Barton). A partir do ponto de vista desta última, presenciamos o dilema das duas primeiras: enquanto Paulie quer assumir o namoro, Victoria começa a se afastar, com medo da reação da família.
Embora a beleza da dupla protagonista seja um aperitivo para os fetichistas, Assunto de Meninas se detém numa perspectiva romântica sobre o homossexualismo feminino, não aprofundando no drama das duas amantes. Isso se deve ao fato de a história ser contada por Mary, já que a garota figura como coadjuvante na relação das colegas e não chega a conhecer realmente os conflitos internos das duas – e, por conseqüência, o espectador também não (um filme que trata do mesmo tema, mas funciona melhor, é Amigas de Colégio, justamente, por não ser contado através de uma terceira pessoa).
De todo modo, Piper Perabo se destaca no elenco e consegue construir uma personagem forte (principalmente nas cenas em que sofre pelo amor não correspondido por “Tori”). O mesmo não pode ser dito de Mischa Barton, que, das três, é a que demonstra mais insegurança em cena.
Assunto de Meninas é bom, mas não se engane com a recomendação “para maiores de 18 anos”. O selo se refere apenas a uma cena. O resto é ingenuidade. (Renato Silveira)
103 minutos
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