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Direção de Doug Liman. Com
Matt Damon, Franka Potente, Chris Cooper, Brian Cox, Clive Owen.
Está cansado das aventuras
de James Bond? A Identidade Bourne é uma boa alternativa para quem
procura algo diferente dentro do gênero “filmes de espionagem”. Isto porque
o longa não se prende às cenas de ação e seu protagonista não tem uma missão
a cumprir. Seu único objetivo é descobrir a própria identidade.
Dirigido por um cineasta
vindo do cinema independente (Doug Liman, de Swingers e Vamos Nessa),
o filme privilegia o desenvolvimento do personagem principal, em sua missão
extremamente pessoal. Usando mais o cérebro do que os músculos, Jason Bourne não
sabe que é um espião, mas tem consciência de suas habilidades. Tanto é que,
em situações de perigo, ele fica calmo e pensa numa forma eficaz de escapar
dos inimigos (em filmes de ação convencionais, provavelmente os personagens
resolveriam tudo na base da pancadaria).
Só isso já tornaria o
personagem interessante, mas Bourne ganha ainda mais personalidade por ser
interpretado por Matt Damon. O ator foi uma inteligente escolha para o papel, já
que nunca fez filmes de ação e este é um personagem diferente de tudo que ele
já fez.
Mesmo privilegiando o drama, A
Identidade Bourne também possui cenas de ação de tirar o fôlego, como a
perseguição de carros nas ruas de Paris. A produção conta ainda com uma
fotografia muito bela (veja a cena em que Bourne foge da polícia enquanto neva,
por exemplo) e o auxílio de uma trilha sonora moderna, também diferente do que
se costuma ouvir na franquia 007. Com esta segunda adaptação do romance
policial de Robert Ludlum (há um telefilme com o mesmo nome, de 1988, dirigido
por Roger Young), Liman fez um filme muito interessante, sobre um personagem
idem. (Renato Silveira)
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