Menina vítima de racismo ganha festa de princesa em Brasília

21 Janeiro 2020

Ana Luísa abraça a ministra Damares durante a festa de princesa

Frederico Brasil/Futura Press/Estadão Conteúdo - 20.1.2020


A estudante Ana Luísa Cardoso Silva, de 9 anos,

que foi vítima de racismo, ganhou  nesta segunda-feira (20) uma festa com direito a roupa e tiara de princesa. Em 1° de janeiro deste ano, enquanto brincava no Parque Ipiranga, em Anápolis (GO), ela ouviu de uma mulher que “não existe princesa preta”.

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O evento foi promovido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). “Racismo, para mim, é doença! Tem que ser tratado e tem que ir para a cadeia. Racismo é passível de pena de prisão, reclusão, e não vamos deixar isso continuar acontecendo no Brasil”, disse a ministra Damares Alves.

“Ninguém mais nesta nação vai discriminar uma criança negra, indígena, oriental, branca, cigana, muçulmana, nordestina, nenhuma. Chega! É hora de dizer basta, mas não vamos dizer esse basta brigando, gritando, vamos dizer com amor. Este é o governo da inclusão”, completou.

Ana chegou à Brasília (DF) acompanhada de sua família por volta de 9h desta segunda-feira. Depois de se arrumar em um salão de beleza, a menina foi conduzida à sede do ministério.

O evento teve início às 11h30. Na mesa de abertura, estavam Ana Luísa, sua irmã Daniela, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, a ministra Damares e outras autoridades. O evento contou com a apresentação do grupo “Ser Criança” e da contadora de histórias “Mary Xicosa”.

A titular da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR), Sandra Terena, lembrou que “histórias são referências norteadoras para crianças, uma vez que a construção de sua identidade ainda está em formação. Contudo, assim como nos contos, temos a figura do antagonista. A diminuição da dignidade das crianças, os abusos, a violência doméstica, a discriminação por cor ou etnia são exemplos disso”.

Terena afirmou que “o trabalho da SNPIR é fazer com que crianças negras, quilombolas, indígenas, ciganas, ribeirinhas, e de tantas outras comunidades tradicionais que habitam nos lugares mais distantes do nosso país, tenham reveladas suas verdadeiras identidades e sejam valorizadas”.

Prioridade

O titular da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), Maurício Cunha, afirmou que “o grau de desenvolvimento de uma sociedade é medido pela maneira com que ela trata suas crianças. Toda criança brasileira se reveste hoje, simbolicamente representadas por nossa princesa Ana Luísa, de prioridade absoluta no Brasil”.


Em breve novidade aqui!!!

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