-->

Apesar de vazamento, 2019 é ano excepcional para petróleo, diz chefe da Petrobras

30 Outubro 2019

O presidente da Petrobras, , disse nesta quarta (30) que, apesar do do Nordeste, 2019 é um ano excepcional para a .

Ele argumentou que a de produção e, na semana

que vem, o governo realiza o da história do país, o chamado , com a oferta de quatro descobertas feitas pela estatal.

"Apesar do preço do petróleo relativamente baixo e do desastre ambiental provocado pelo vazamento de óleo venezuelano que danifica as belas praias do Nordeste, este é um grande ano para a indústria do petróleo no Brasil", disse, em discurso durante evento que reúne as empresas do setor no Rio.

Roberto Castello Branco, presidente-executivo da Petrobras - Amanda Perobelli - 29.jan.2018/Reuters

As manchas de petróleo de origem desconhecida já atingiram um teço do litoral brasileiro e o governo ainda não consegue estimar o fim da emergência. A Petrobras vem apoiando o governo no processo de limpeza das praias.

Os recordes de produção mencionados por Castello Branco foram obtidos no terceiro trimestre, quando a empresa conseguiu, pela primeira vez, manter sua produção acima de 3 milhões de barris por dia, em média, durante um mês inteiro.

O desempenho é resultado da instalação de novas plataformas no campo de Lula, o maior produtor do país, e Búzios, o segundo maior, ambos na Bacia de Santos. Maior descoberta de petróleo do Brasil, este último é parte do leilão da cessão onerosa, que oferecerá ao mercado reservas excedentes aos cinco bilhões de barris que a Petrobras tem direito de explorar.

Em seu discurso, Castello Branco disse que a Petrobras certamente vai disputar as áreas de Búzios e Itapu e repetiu que a empresa entrará no leilão "para vencer". Mesmo se perder, porém, terá o direito de ficar no consórcio vencedor, já que manifestou ao governo interesse pelas duas áreas, conforme previsto na legislação.

Na terça, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Décio Oddone, afirmou que apenas o interesse da Petrobras já garante o sucesso do leilão, uma vez que a estatal pretende levar metade das áreas em oferta.

Se todas as áreas forem vendidas, o governo levantará R$ 106 bilhões. No dia seguinte ao megaleilão, a ANP promove outra licitação, dessa vez com cinco áreas exploratórias do pré-sal.

Castello Branco disse que não vê, para os próximos 20 anos, pico de demanda de petróleo, apesar do crescimento de fontes renováveis na matéria energética global. Ainda assim, afirmou que os tempos de petróleo a US$ 100 (cerca de R$ 400) por barril “pertencem à história”.

O presidente da Petrobras deixou o evento sem dar entrevistas, por uma área usada pela organização para servir o almoço em que a estatal foi homenageada pelo desenvolvimento tecnológico na área de Libra, também no pré-sal.

      Compartilhe

      • Facebook
      • Whatsapp
      • Twitter
      • Messenger
      • Linkedin
      • E-mail
      • Copiar link
      Loading

      K2_LEAVE_YOUR_COMMENT

      We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree