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Quatro dias depois, Volpi assume. Falha tirou o São Paulo da liderença

16 Setembro 2020
Volpi assumiu a falha no gol de Marinho. Lance evitou que o São Paulo fosse líder São Paulo

São Paulo, Brasil

Denis.

Renan Ribeiro.

Sidão.

Jean.

Lucas Perri.

Renan.

Seis goleiros passaram pelo São Paulo, depois da despedida de Rogério Ceni, maior ídolo da história do clube.

Até que Tiago Volpi se firmou.

Mas ele está longe de ser imbatível.

Tem certa irregularidade, falhas.

O técnico e psicólogo Fernando Diniz adoraria manipular a imprensa e acredita que só as defesas deveriam ser destacadas.

Diniz acredita que os jornalistas deveriam se comportar como assessores de imprensa.

Mas é nas cobranças pelos erros que os jogadores, técnicos e dirigentes se aprimoram, se tiverem qualidade.

Volpi tem uma qualidade. 

Não é covarde.

Jogadores que só falam quando coisas boas acontecem.

Ele decidiu hoje o erro primário que custou dois pontos fundamentais ao São Paulo.

O clube chegaria a líder do Brasileiro.

 Diniz confunde jornalistas independentes com assessoria de imprensa
Diniz confunde jornalistas independentes com assessoria de imprensa São Paulo

Em vez de sair da Vila Belmiro com uma vitória, e três pontos, diante do Santos, teve de se contentar com um ponto, pelo empate.

Caiu de segundo lugar para terceiro.

"Infelizmente, é um gol em que eu assumo a responsabilidade. Era uma bola totalmente defensável. Não acabei executando a defesa. Foi um erro meu pelo gol. Não pela formação da barreira. Acredito que tenha se falado muito.

"Até não foi a primeira vez que eu fiz, mas infelizmente só é visada quando sai o gol.

"Eu sabia da responsabilidade de quando se inverte a barreira e se toma o gol, essa responsabilidade vem para o goleiro", disse.

Não foi a primeira vez que Volpi troca o lugar óbvio da barreira, de frente para a bola e a coloca cobrindo um canto.

Mas não tendo pela frente Marinho.

O jogador tem um chute muito potente. Não o apelidou, brincando, de mini-míssil aleatório.

Quando o atacante do Santos teve a barreira saindo da direção da bola, nem acreditou. Mas aceitou o presente. Deu um chute fortíssimo, reto e que fez a bola ganhar curvas perto do goleiro. Ela tinha tanta velocidade que o goleiro não sabia se tentava defendê-la com os pés ou com as mãos. 

Se a barreira estivesse no lugar tradicional, em frente à bola, ela não chegaria daquela maneira ao gol.

Ele foi arrogante ao desprezar o potencial de arremate do santista.

"Assumo essa parte do gol. Fico fico triste pela atuação do time no clássico, uma vitória que estava nas nossas mãos, e numa jogada, numa tomada de decisão técnica minha acabamos empatando e deixando de ganhar dois pontos.(...)

"(...)É procurar servir de exemplo para talvez nos nos próximos jogos pensar na decisão a ser tomada."

É isso.

Nenhum jornalista quer Volpi ou qualquer jogador que cometa um erro infantil crucificado.

Mas apenas admitindo, se aprimorando para não repeti-lo.

Essa é função da imprensa.

Noticiar, cobrar, para tudo evolua.

Até o futebol.

Só não pôde cumprir essa missão na ditadura militar.

Repressora da liberdade, da opinião.

Que Fernando Diniz aprenda...

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