Naiá lança hoje (28) videoclipe de ‘Não Enche’

Foto: Divulgação

A cantora Naiá lançou hoje mais um videoclipe do projeto ‘Caetane-se’ e a música escolhida foi ‘Não Enche’ e a cor, não poderia ser outra, o vermelho que

segundo a artista vai representar o Fogo, a guerra, algo carnal, tesão o prazer.

O projeto ‘Caetane-se’ consiste em releituras de clássicos de Caetano Veloso, cada qual representada por uma cor diferente.

Antes do lançamento de hoje, Naiá trouxe para seu público outras duas músicas de Caetano, ‘Odara’ e ‘Tigresa’, sempre com uma roupagem nova e característica de suas raízes e que mostram a sua verdade, “veio dessa miscigenação minha, toda música que estou fazendo tem muito tambor, muito axé, muita percussão, porque tem muito dessa coisa minha afro, indígena, dessa essência sabe”, diz Naiá.

Nascida em São Paulo, a brasileira com sangue Guarani, Alemão e Africano transita pela cena musical desde a juventude. Começou a estudar música aos 16 anos, na Oficina Teca Alencar, e se apaixonou pelo canto erudito. Logo depois, foi morar na Inglaterra, quando aperfeiçoou seus estudos no canto, piano e Saxofone.

De volta ao Brasil, retomou os estudos na área com as professoras Raquel Barcha, seguida por Anita Dixler e a Annick Dubois. Esta experiência possibilitou que ele pudesse trabalhar com a técnica e postura erudita para se iniciar no canto popular. Com a veia artística sempre pulsante, a cantora também se formou em Artes Cênicas pelo TUCA, enquanto simultaneamente concluía a faculdade de Economia.

O Portal Balada da Hora aproveitando o lançamento, bateu um papo com a cantora para todos conhecerem um pouco mais sobre ela:

Balada da Hora – De onde veio esse seu lado artístico, afinal você se descobriu aos 16 anos?

Naiá – Minha mãe é a Maria Momensohn, que é uma bailarina, coreógrafa, uma diretora, sabe muito legal, assim tipo já ta old, mais velha, mas a expressão é corporal, ela teve grupo de dança, teatro e eles ensaiavam na minha casa, então eu chegava da escola e tinha um cenário na minha casa. Eu não sabia o que ia espera na minha casa, reuniões do grupo lá o ‘Paris 68’ em casa, então era tudo ….. eu estava sempre junto, eu era filha de camarim como ela sempre dizia, eu viajava com ela para onde ela fosse. Isso me deixou nesse mundo eu fazia parte disso, mas eu quis sair fora disso, porque a vida de um artista é muito difícil no Brasil. Então procurei uma vida mais estável, eu achava que a faculdade ia me dar isso, mas na verdade não é né, eu fui descobrir depois que eu é que tenho de ser estável independente do que eu vou fazer.

Balada da Hora – Você fez faculdade de economia, Naiá é uma marca, o que você espera de Naiá como produto? Como você visualiza Naiá?

Naiá – Quero viver dignamente, a faculdade me trouxe o conhecimento para administrar tudo isso, dar emprego e transmitir minha verdade.

Balada da Hora – Por que ‘Caetane-se’?

Naiá – Porquê o Caetano faz parte da minha construção musical, da minha identidade musical, … Caetano representou uma geração né e a minha mãe inclusive, uma geração de filosofia de vida muito Caetaneano. Caetano questiona, ele assume que não sabe tudo, tem gente que fala que sabe tudo né, parece que a pessoa fez faculdade na barriga da mãe, não tem como conversar, o Caetano está sempre questionando e essa é uma posição que eu acho que a gente teria de ter na nossa vida e a obra dele é uma coisa assim que ele fala por muitos, ele tem essa competência. Essas músicas que a gente ta fazendo, saca eu digo através dele, é minha interpretação, mas eu estou falando através dele. É por isso.

Balada da Hora – Nesse projeto você relaciona as músicas as cores

Naiá – É isso, essa ideia veio de uma conversa com a Pati Saraiva, e ai a ideia das cores é o seguinte, estamos todos conectados e todas as cores estão juntas na verdade, cada dia a gente está de um jeito, cada música tem uma cor por conta de uma determinada ideologia/conceito daquela musica, mas temos todas as cores o tempo inteiro com a gente e no final o EP mostra isso, que a gente esta com todas as cores aqui vibrando.

Balada da Hora – Falando em EP, quando tem a previsão do lançamento?

Naiá – Esta previsto para o final deste ano.

Balada da Hora – Após esse EP podemos esperar algo autoral?

Naiá – Eu tenho algumas cosias escritas já, eu quero acabar logo o Caetano, direitinho, bem feito porque merece e logo no ano que vem a gente já vai começar os trabalhos autorais.

Esperamos ansiosos a conclusão do projeto ‘Caetane-se’ com o EP no final do ano e o trabalho autoral para 2020.

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