Governo pede apoio das Forças Armadas para o controle de queimadas no Acre


Ações devem começar na próxima semana, diz governo do estado. Acre está em estado de emergência devido ao número de queimadas. Governo do Acre pede apoio das Forças
Armadas para combate de queimadas Reprodução/Rede Amazônica Acre O governo do Acre confirmou, neste sábado (24), que pediu ajuda das Forças Armadas para o combate às queimadas no estado. As tratativas com o governo federal ocorriam antes mesmo do governador do estado, Gladson Cameli, decretar estado de emergência, nesta sexta-feira (23), por conta do número de incêndios nas cidades acreanas. Governo do Acre decreta estado de emergência devido à estiagem e queimadas Governo diz que seis estados da Amazônia já pediram ação das Forças Armadas no combate ao fogo Por meio da porta-voz Mirla Mirando, o governo informou que “o governo federal já havia sinalizado a ajuda. Os trâmites que se seguiram foram apenas protocolares para saber as áreas mais graves e necessidades específicas de cada estado”, disse. De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, o número de queimadas aumentou consideravelmente no Acre, se comparado ao ano passado. De janeiro até 22 de agosto do ano passado, foram registradas 852 queimadas. Este número saltou para 2.498 entre janeiro até 20 de agosto deste ano – um aumento de mais de 190%. Se considerados apenas os dias de agosto o acréscimo é relevante. De 1º a 22 de agosto de 2018, foram 408 focos de queimadas, que subiram para 2.123, aumentando em mais de 400% o número de registros. Os dados são de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Com o decreto, o estado espera ter apoio logístico e técnico para controlar as queimadas e tem 10 dias para encaminhar um relatório mostrando a atual situação do estado. Reforço em seis estados O governo federal informou que seis estados da Amazônia já formalizaram pedido para ação das Forças Armadas no combate às queimadas: Rondônia Roraima Pará Tocantins Acre Mato Grosso Os pedidos foram avaliados depois que o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto autorizando o envio de homens das Forças Armadas para atuar nos estados da Amazônia. Para que a medida seja efetivada, no entanto, é preciso o pedido formal de cada governador de estado. Ainda não se sabe quantos homens devem reforçar o combate no estado acreano. O ministro da defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que o efetivo atual das Forças Armadas na região Norte é de 44 mil homens. Segundo o ministro, o contingente vai ser usado de acordo com o local e o tamanho de cada missão e, neste primeiro momento, não será necessário deslocar tropas de outras partes do país. No Acre, o governo estadual acredita que as ações devem começar já na próxima semana. Durante entrevista neste sábado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, destacou a importância da cooperação entre estados e governo federal. “Temos pedido aos estados, desde o começo do ano, para que nos apoiem nas ações de fiscalização e controle do Ibama e do Icmbio, porque são as forças militares estaduais que dão efetividade e apoio para que ações possam ocorrer naquele vasto território da Amazônia”, disse Salles. Initial plugin text

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