Jovem do AP empreende com venda de pipas e lucra cerca de R$ 40 por dia antes das férias


Vendendo cada unidade a R$ 2, João Vitor Silva manta barraca em feira de Macapá e ganha dinheiro para 'investir em sonhos'. João Vitor Silva empreende com a venda
de pipas em feira de Macapá Ugor Feio/G1 Uma barraca improvisada em frente à Feira do Produtor no bairro Buritizal, na Zona Sul de Macapá, virou negócio lucrativo para um jovem de apenas 18 anos. João Vitor Silva empreende com a venda de pipas e conta que lucra, em média, R$ 40 por dia, antes mesmo do período de férias escolares. João é paraense e diz que a barraca foi a forma que ele encontrou para economizar dinheiro para "investir em sonhos". Ele explica que a venda é feita aos fins de semana, desde que era adolescente, há pelo menos 4 anos. Cada unidade tem o preço fixo de R$ 2 e o rapaz detalha que produz as pipas com plástico, para aumentar a durabilidade do produto. "Aproveito as férias para vender as pipas para os meninos do bairro. Meu tio manda as talas de Belém e eu faço elas com cores e personagens diferentes, para tentar agradar o gosto de todo mundo. O importante é que tenha uma grande variedade para ninguém ficar com pipas iguais", explicou. Pipas são fabricadas com brasões de times de futebol, personagens de desenhos animados, filmes e heróis Ugor Feio/G1 As pipas são fabricadas com brasões de times de futebol, personagens de desenhos animados, filmes e heróis. Segundo ele, a ideia é acumular renda suficiente para investir seja em montar uma empresa, aplicar em estudos ou mesmo comprar um carro. "Ainda não sei exatamente o que fazer com o dinheiro, mas a ideia é acumular para investir em sonhos. Pode ser motar um negócio pra mim, pagar uma faculdade, comprar meu carro ou mesmo voltar para minha cidade. Não sei ainda. O importante é não ficar parado", contou. Sem cerol, por favor Barraca de pipas de João vende até 16 unidades por dia e ele ressalta que não concorda com o uso do "cerol" Ugor Feio/G1 Além da ajuda do tio, que manda parte do material de outra cidade, o rapaz tem o apoio de amigos e primos que o ajudam com as vendas na barraca. O grupo explica que costuma vender até 16 unidades por dia e ressalta que não concorda com o uso do "cerol" nas linhas, por conta dos riscos de acidentes na rede elétrica e risco de cortes. Cerol é uma mistura feita com cola e vidro, que tem como intenção cortar as linhas de outras pipas no ar. "A gente sempre avisa para os meninos para não usarem o cerol. Aqui a gente nem vende e nem ensina como fazer. O produto é proibido e causa risco de acidentes. Ele pode cortar a mão, a fiação nos postes, além de vários outros problemas", alertou. Nas férias, quando a quantidade de pipas no céu cresce consideravelmente o uso de cerol e das linhas proibidas também aumenta. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), alerta sobre o perigo da brincadeira próximo a rede de energia elétrica. Estoque da barraca de pipas de João Vitor Ugor Feio/G1 Segundo a CEA, o número de interrupções no fornecimento de energia no estado, por conta de pipas enroscadas na rede elétrica foi de 121 registros em 2018. E os perigos de brincar perto da estrutura que leva energia não resulta somente em danos no serviço. Este ano, em Macapá, um menino de 14 anos morreu no domingo (9), no bairro Marabaixo, na Zona Oeste da cidade, enquanto brincava. O adolescente levou uma descarga elétrica quando a linha do brinquedo tocou na fiação de um poste. O caso foi agravado porque o rapaz estava em área alagada e foi eletrocutado pela água energizada. A tragédia foi causada ainda por uma rede clandestina de eletricidade, segundo a CEA. Marconi Andrade, gerente de segurança do trabalho da CEA Rede Amazônica/Reprodução O gerente de segurança do trabalho da CEA, Marconi Andrade, alerta que, caso o fio enrosque na fiação, os pais e responsáveis devem orientar a criança a não tentar tirar a pipa do local. A empresa deve ser acionada através do número 116 para atender a ocorrência. "Empinar pipa não é um problema, dede que seja em locais abertos, como praças e campos de futebol. É importante ressaltar que, caso a linha da pipa enrosque na fiação, o ideal é nunca tentar retirar. É melhor perder uma pipa do que perder a vida", alertou. Além do risco à segurança das crianças e adolescentes, Marconi fala ainda sobre os outros danos que podem ser causados pelo uso indevido do brinquedo. "Se a linha dessa pipa estiver úmida, ela pode conduzir energia elétrica e causar uma descarga elétrica em quem está em contato com a linha. Sem falar no fato de que ela pode arrebentar os cabos da rede elétrica e esses cabos energizados podem causar morte de pessoas", finalizou. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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