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Justiça manda prefeitura voltar a pagar salários para vice acusado de encomendar morte do prefeito

13 Agosto 2019

Ele foi afastado por decreto do prefeito, mas Justiça entendeu que processo deveria ter sido movido pela Câmara. Caso é em Novo Acordo e cabe recurso à decisão. Vice-prefeito
de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi presoReprodução/TV Anhanguera A Justiça do Tocantins ordenou que a prefeitura de Novo Acordo volte a pagar os salários do vice-prefeito, Leto Moura Leitão Filho (PR), conhecido como Letim Leitão. Ele está preso em Palmas acusado de encomendar a morte do titular, Elson Lino de Aguiar (MDB), o Dotozim, em janeiro. A sentença é da juíza Aline Marinho Bailão Iglesias, da 1ª Escrivania Cível de Novo Acordo. Iglesias entendeu que o vice-prefeito teve o princípio da ampla defesa desrespeitado e que o processo que levou ao afastamento dele tinha vícios jurídicos. "O afastamento do cargo de Vice-Prefeito do Impetrante Leto Moura Leitão Filho, da forma em que fora realizado, sem a instauração de Processo Administrativo e sem a observância das garantias constitucionais, restou maculado", escreveu. Para ela, Letim Leitão só poderia ser afastado do cargo pela Câmara de Vereadores da cidade e não por um decreto do prefeito, como ocorreu. Pela sentença, a prefeitura deverá pagar os salários que não foram depositados na conta do vice-prefeito com juros e correção monetária. Ainda cabe recurso à sentença. A decisão é desta segunda-feira (12). O G1 tentou contato com a prefeitura por telefone, mas as ligações não foram atendidas. Um posicionamento foi solicitado vei e-mail e o portal aguarda retorno. Elson Lino de Aguiar Filho é prefeito de Novo Acordo Divulgação/Prefeitura de Novo Acordo O crime O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar (MDB). O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas já recebeu alta do hospital. Além dele, foi também foi capturado Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito. Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo. A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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