Mais da metade dos brasileiros de 25 anos ou mais ainda não concluiu a educação básica, aponta IBGE

19 Junho 2019

Ciclo básico de aprendizagem vai até o ensino médio. 52,6% dos brasileiros nesta faixa etária não concluíram o mínimo de estudo esperado. A maior parte, 33,1%, não terminou nem
o ensino fundamental. Educação básica ainda é desafio para o Brasil. Pixabay/Reprodução Mais da metade dos brasileiros de 25 anos ou mais não concluiu a educação básica, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018, divulgados na manhã desta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ciclo básico de aprendizagem termina quando o estudante se forma no ensino médio. A pesquisa aponta que 52,6% dos brasileiros nesta faixa etária não concluíram o mínimo de estudo esperado. A maior parte, 33,1%, não terminou nem o ensino fundamental. Outros 6,9% não têm instrução alguma, 8,1% têm o fundamental completo e 4,5% têm o ensino médio incompleto. 35% dos brasileiros em idade de trabalhar não completaram o ensino fundamental, aponta IBGE Na outra ponta, a da escolaridade completa, só 16,5% da população acima de 25 anos concluiu o ensino superior. Os números ainda são baixos, mas apontam um leve crescimento em relação à pesquisa anterior, pontua a analista do IBGE Marina Águas. Em 2017, o percentual de brasileiros de 25 anos ou mais sem a educação básica era de 53,9%. Com isso, a pesquisa de 2018 aponta uma queda de 1,3 pontos percentuais (p.p.) neste índice. Falta de interesse A falta de interesse em buscar uma melhor escolaridade é mais elevada quanto menor o nível de instrução, de acordo com os dados do IBGE. Escolas no Brasil têm menos tempo para ensino e mais bullying entre alunos do que média internacional, indica pesquisa da OCDE Entre a população sem instrução ou com fundamental incompleto, 34,3% disseram que não têm interesse em voltar a estudar. Outros 32,9% disseram que não voltam a estudar porque estão trabalhando ou procurando emprego, e 15,9% apontaram que não estudam porque precisam se dedicar aos afazeres domésticos. Na população de 15 a 29 anos, a percepção de que as tarefas de casa ou os cuidados com os outros tomam o tempo do estudo é maior entre as mulheres: 23,3% das mulheres ouvidas pelo IBGE em 2018 disseram que não estudam por este motivo, enquanto 0,8% dos homens apontaram este motivo. Para eles, o motivo maior de não frequentar a sala de aula é o trabalho ou a busca por emprego: 47,7% dos homens indicaram este motivo, enquanto 27,9% das mulheres apontaram a mesma causa. Taxa de escolarização Os dados do IBGE apontam que a taxa de escolarização está acima de 90% entre a população de 4 a 14 anos, mas começa a cair entre aqueles que tem 15 anos ou mais. Na população de 0 a 3 anos, 34,2% das crianças estavam em creches em 2018, índice superior ao registrado em 2017, quando era de 32,7%. Entre aqueles que têm de 4 a 5 anos, 92,4% frequentavam a pré-escola em 2018, número também superior a 2017, quando era de 91,7%. Já as crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, a taxa de escolarização era de 99,3% em 2018, quase o mesmo índice de 2017, quando foi de 99,2%. Quando analisada a população de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização é de 88,2% em 2018, índice superior a 2017, quando era de 87,2%. Entre aqueles de 18 a 24 anos, 32,7% se declararam escolarizados, enquanto em 2017 eram 31,7%. Entre a população de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização era de 4,6% em 2018. Em 2017, o índice era de 4,3%. Analfabetismo O número de brasileiros de 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever um bilhete simples caiu 1,73% em 2018, comparado ao ano anterior, mas ainda soma 11,3 milhões de brasileiros analfabetos ou 6,8% da população. A queda, no entanto, está mais relacionada ao envelhecimento da população do que a políticas públicas de alfabetização, de acordo com uma das analistas da pesquisa, Marina Águas. O dado aponta ainda que o Brasil segue sem atingir a meta de redução do analfabetismo proposta no Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com o PNE, o Brasil deveria reduzir o percentual para 6,5% até 2015. Em 2018, este número ainda era de 6,8%. Plano Nacional de Educação está com 80% das metas estagnadas, diz estudo


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