Um ano após lançar greve escolar pelo clima, Greta Thunberg diz que mensagem está sendo mais aceita

13 Agosto 2019

Desde agosto de 2018, ela falta à escola toda sexta-feira para protestar por ações dos governantes de combate ao aquecimento global; hoje, ela inspira milhares a fazerem o mesmo
e coleciona prêmios por seu ativismo. Greta Thunberg, em foto de 2 de agosto de 2019, durante mais uma greve escolar semanal pelo clima que ela faz todas as sextas-feiras desde agosto de 2018 em frente ao Parlamento da Suécia, em EstocolmoStina Stjernkvist/TT News Agency/AFP Um ano depois de ter lançado o movimento de greve escolar que a transformou numa figura de destaque na luta contra a mudança climática, a ativista adolescente Greta Thunberg acredita que sua mensagem está sendo mais aceita, embora as ações concretas ainda sejam insuficientes. A sueca, de 16 anos, que partiu para Nova York em um veleiro com o objetivo de propagar sua mensagem ambientalista entre os norte-americanos, foi alvo de críticas, mas vê nisso uma prova de que sua reivindicação está influenciando as pessoas. Greta Thunberg, em foto publicada em seu perfil em uma rede social na segunda-feira (12), quando zarpou de um porto no Reino Unido rumo a Nova York, para particular de cúpula da ONU Reprodução/Instagram/Greta Thunberg "O debate está mudando. Sinto que as pessoas estão encarando isto com mais urgência, estão começando a se conscientizar mais, lentamente", declarou à AFP a bordo do iate de corrida de 18 metros de comprimento no qual cruzará o oceano Atlântico. Greta Thunberg velejará do Reino Unido a Nova York para cúpula da ONU No entanto, admite que isto ainda deve se traduzir em ações, e adverte: "Quando você vê o panorama geral, não está ocorrendo quase nada positivo". Greta Thunberg, a adolescente com Asperger que começou um movimento global de greve escolar contra as mudanças climáticas Reprodução/Instagram Desde que dominou as manchetes em agosto de 2018 ao protestar em frente ao Parlamento sueco, ela se reuniu com vários líderes políticos e empresários de toda a Europa. Agora, se dispõe a assistir à cúpula das Nações Unidas sobre o clima que será realizada em Nova York em setembro. Ela se recusa a pegar um avião, de modo que conseguiu que lhe oferecessem fazer a travessia em um veleiro de competição. O "Malizia II" é comandado por Pierre Casiraghi, membro da família real monegasca, e pelo marinheiro alemão Boris Herrmann. Trata-se de um barco com poucos confortos – o sanitário é um balde, e não tem cozinha – mas funciona sem emitir carbono, graças a painéis solares e turbinas submarinas. Thunberg, que até esta semana nunca havia navegado, permanecerá em alto-mar durante duas semanas, junto com seu pai, Svante, e um cineasta. "Isto só mostra quão impossível é viver de forma sustentável hoje em dia, é absurdo que você tenha que navegar pelo oceano Atlântico deste modo para chegar lá sem produzir emissões", afirmou Thunberg no porto inglês de Plymouth. 'Poucos adultos estão escutando', disse Greta Thunberg em entrevista ao G1 "Mas sinto que, já que sou uma das poucas pessoas do mundo que podem fazer isto, quero aproveitar esta oportunidade de fazê-lo". Nos Estados Unidos, não tem previsto se reunir com o presidente Donald Trump. "Não posso dizer nada que ele não tenha ouvido antes", diz. Após a adesão de Greta ao movimento climático, a família Thunberg parou de viajar de avião, e faz seus trajetos pela Europa apenas de trem, para não contribuir com a emissão de gases Reprodução/Instagram 'Limpar o nome' de outros No último ano, Thunberg falou no Fórum Econômico Mundial em Davos, participou em debates da ONU na Polônia, foi entrevistada pela revista Vogue e participou no novo álbum do grupo The 1975. Recebeu vários prêmios e foi indicada ao Nobel da Paz. Porém, não esconde seu ceticismo em relação a algumas das personalidades que lhe pediram que participasse em atos seus. "Muita gente vê isto como uma oportunidade para convidar a nós, os grevistas escolares, para limpar seu nome, de algum modo", disse. Mas completou: "Se faço isto, é porque estou tendo um impacto". Para ela, foi poderoso ver, no ano passado, jovens do mundo todo apoiando sua greve escolar. "Fazer parte de um movimento tão grande e tão forte, o movimento Fridays for Future, ver todas as crianças, os jovens do mundo todo, milhões de jovens que estão se levantando", afirmou. Com suas tranças, seu tênis desgastado e seu suéter, Thunberg parece mais jovem do que realmente é, mas isso não dissuade seus detratores de criticá-la abertamente por ter levantado a voz. "Simplesmente ignoro, porque ao mesmo tempo é um bom sinal, de que, de fato, eles estão tentando fazer com que nos calemos, o que quer dizer que estamos tendo um impacto, e que eles nos veem como uma ameaça", afirmou. Estudantes usam um carro alegórico que representa a defensora ambiental sueca Greta Thunberg durante uma greve escolar para exigir ação contra a mudança climática, na praça da prefeitura de Duesseldorf, Alemanha Wolfgang Rattay/Reuters Permanecer unidos Depois de Nova York, onde também planeja participar de manifestações pelo clima, viajará ao Canadá e ao México, antes de participar em outra reunião da ONU no Chile, em dezembro. Sua meta é garantir "que a crise climática seja levada a sério, como deveria ser levada, e que as pessoas realmente começam a entender isso". "E então, juntos, criar uma opinião internacional, e um movimento para que as pessoas permaneçam unidas e pressionem os poderosos", disse. Thunberg não gosta de falar sobre si mesma. Ela se define como uma mera ativista, mas sabe que o fato de que um adolescente opine tem uma força especial. "Dizemos as coisas como elas são, não estamos preocupados em ser educados. E fazemos com que as pessoas se sintam muito culpadas".

Em breve novidade aqui!!!

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