Pinceladas nos céus do Círculo Ártico

(foto: Petri Jauhiainen Vastavalo/Divulgação)

Os variados tons de verde, vermelho, azul e violeta que tomam o firmamento formam um dos mais complexos e desejados visuais

de quem viaja ao Círculo Ártico. Entretanto, ele não é tão fácil de ser alcançado. Por depender de condições climáticas específicas, o turista que viaja à região precisa estar preparado para uma verdadeira caçada e, também, disposto a aguardar por horas até que os raios coloridos comecem a despontar. Os locais de melhor visualização são aqueles mais afastados dos centros urbanos, onde não haja interferência das luzes artificiais.

Há muitas agências de viagem especializadas em criar roteiros e levar os visitantes aos pontos mais propícios para a observação. Alguns hotéis também possuem programas de alerta aos hóspedes para quando a aurora boreal aparece nos céus. O percurso pode ser feito de forma autônoma por quem já conhece os locais de incidência, entretanto, a presença de um guia é fundamental para turistas.

(foto: Thomas Kast/Visit Finland)
(foto: Thomas Kast/Visit Finland)

Morando em Rovaniemi, cidade da Lapônia finlandesa, Filippo Dias, 17 anos, participa de um programa de intercâmbio. “Cheguei ano passado, inicialmente para ficar por 10 meses. Gostei tanto da minha experiência que decidi ficar mais, minha escola me deu uma vaga e pude permanecer. O que mais me chama atenção é ser um país bem tranquilo. Sempre há crianças brincando sozinhas na rua, não existe preocupação com segurança”, conta o estudante.

Apaixonado pelas luzes dançantes, Filippo (foto à direita) diz ter perdido as contas de quantas vezes foi assistir ao fenômeno. “Não recordo quantas auroras boreais eu já presenciei, mas todas as vezes são como a primeira. É sensacional! Quando cheguei, no ano passado, e vi o espetáculo, não encontrava palavras para descrever o quão lindo era tudo aquilo. Chega até a assustar de tão grande que ela é quando está bem visível. É muito lindo ver quando as luzes estão dançando, totalmente fantástico! E é quase impossível definir essa experiência magnífica”.

Filippo Dias diz ter perdido as contas de quantas vezes apreciou o fenômeno.
Filippo Dias diz ter perdido as contas de quantas vezes apreciou o fenômeno. "Todas as vezes são como a primeira", diz. (foto: ArquivoPessoal)

A aparição dos raios coloridos é tão aclamada que até a tecnologia dá uma mãozinha para facilitar a observação. Existem aplicativos para smartphones que indicam as condições favoráveis da ocorrência da aurora boreal. Filippo utiliza um desses softwares para traçar sua rota. “Existe um aplicativo que eu uso no meu celular, que indica o índice KP, uma referência sobre a radiação que cria a aurora boreal. Nesse último fim de semana, tivemos uma “tempestade de KP” e as auroras foram mais fortes e fáceis de serem visualizadas”, diz.

(foto: Markus Thomenius Vastavalo/Divulgação)
(foto: Markus Thomenius Vastavalo/Divulgação)

Filippo também conta das inúmeras opções de apoio e programas para levar os turistas a essas regiões afastadas. “As agências oferecem diferentes opções, agora está começando o outono e ainda não tem neve, então dá para fazer o percurso com quadricíi9clos. Já no inverno, pode-se visitar a área com as motos de neve. Também tem opção específica para aqueles que desejam fotografar a aurora, os guias têm noção de fotografia e dão dicas de como capturar o fenômeno da melhor forma”. O estudante também lembra como a presença de um profissional é importante para tornar a experiência mais segura. “Como as auroras são muito imprevisíveis, mesmo com as condições certas, elas podem estar fortes e, um minuto depois, ficarem pequenas. Por isso, é legal ir acompanhado com um guia, pois ele está apto a reconhecer quais luzes fazem parte da aurora”, indica Filippo.

Na terra do Papai Noel

A Finlândia faz parte dos países signatários do Acordo de Schengen, que permite o trânsito livre entre as fronteiras por 90 dias. Brasileiros não precisam de visto para ingressar no país, exige-se apenas a apresentação de passaporte válido até, pelo menos, três meses após o término da viagem. A embaixada finlandesa recomenda que o turista se assegure com:
  • Passagem de volta com data marcada
  • 30 euros por pessoa por dia
  • Cartão de crédito internacional
  • Seguro de viagem de 30 mil euros

Não existem voos diretos entre o Brasil e a Finlândia, mas a possibilidade de criação vem sendo discutida, segundo o embaixador no Brasil Jouko Leinonen. “A distância entre nossos países é infelizmente grande. Mas, sim, os voos diretos são possíveis: em setembro do ano passado, foi rubricado o acordo de aviação entre o Brasil e a Finlândia — e já é válido para empresas aéreas começarem a transitar por exemplo entre Helsinki, nossa capital, e cidades nordestinas como Recife e Fortaleza. Esses voos seriam razoáveis, com duração de 11h”, afirma.

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