Atenção! Vírus influenza tem maior chance de contágio em aeronaves

(foto: Kin Cheung/Reuters - 15/5/03)

Os olhos ficam pesados, a cabeça dói e o nariz coriza. Os sintomas não deixam dúvidas, a gripe chegou. A doença,

causada pelo vírus influenza é transmitida principalmente pelas secreções da saliva. Pesquisa feita por cientistas da Emory University e divulgada pela Organização Mundial da Súde (OMS), no ano passado, afirma que uma pessoa tem mais chance de ser contaminada se estiver a até um metro de distância de um doente que espirra ou tosse.

Em locais fechados e com circulação de ar limitada, como aviões, metrôs ou ônibus, o risco de contágio é ainda maior. O mesmo estudo concluiu que, em média, um passageiro infectado sentado nas fileiras do meio de um avião tem potencial para infectar 0,7 pessoas por voo. Por outro lado, se o doente é um membro da tripulação, a possibilidade de infecção é de 4,6 passageiros. O especialista em Medicina Interna e Infectologia do Hospital do Câncer Anchieta, em Taguatinga, César Omar Carranza Tamayo acrescenta que além dos passageiros próximos ao doente, “aqueles que foram mais vezes ao banheiro” estariam mais suscetíveis, já que a pessoa que contaminada, pode ter usado as pias para tossir, espirrar ou higienizar o nariz”, explicou.

O infectologista ressalta que em qualquer lugar fechado, onde haja uma pessoa doente e outras saudáveis, especialmente aquelas com fatores de risco como cardiopatas, pneumopatas, grávidas, crianças pequenas, idosos, e indígenas, há a ameaça de pegar a gripe e outras doenças virais respiratórias. Mas alerta que “em aviões, o risco é maior, porque as entradas de ar estão sempre fechadas”.

O uso de máscaras é uma das medidas para evitar o contágio(foto: David Woo/Flickr)
O uso de máscaras é uma das medidas para evitar o contágio(foto: David Woo/Flickr)

No Hemisfério Sul, quando o período de frio e chuvas coincide com o período das férias escolares, programar viagens, notadamente aquelas que exigem muitas horas em um meio de transporte, exige um cuidado especial para evitar a contaminação pela gripe. Segundo dados do Hospital Anchieta, dos 42.727 atendimentos na emergência no período de maio a julho de 2018, foram feitos 217 diagnósticos clínicos de síndrome gripal.

Na última viagem que fez à Colômbia, saindo de avião do Rio de Janeiro, a atriz Isabella Satine, 30 anos, decidiu usar uma máscara sobre no nariz e a boca para não transmitir a gripe a outros passageiros.”As empresas não orientam os passageiros a se prevenirem durante o voo. Sempre levo máscara, porque já peguei os piores vírus de avião”, explicou. “Certa vez viajei ao lado de pessoas que tossiam próximas a mim e ao meu bebê”, queixou-se.

O médico César Tamayo ressalta que por não haver, por parte das empresas de aviação, um processo de triagem de doentes suspeitos de doenças infecciosas ou portadores do influenza, o principal cuidado para quem vai viajar é tomar a vacina anualmente, higienizar as mãos com frequência, e se estiver doente com suspeita de influenza cobrir o nariz e boca, ao tossir ou espirrar. A vacina contra a gripe pode ser encontrada nos centros de saúde do Distrito Federal para os moradores que não estiverem nos grupos prioritários. Nas clínicas privadas, custa a partir de R$ 120.

As empresas aéreas, no entanto, garantem que tomam medidas preventivas para evitar a contaminação nas aeronaves. A Gol informou, por nota, que “realiza higienização completa dos aviões, com troca de filtros de ar e campanha de vacinação contra a gripe com todos os colaboradores. A Latam Airlines Brasil afirma que “adota protocolos de manutenção e operacionais que regulam o controle de doenças infecto-contagiosas e esclarece que as 312 aeronaves da frota têm um filtro de ar especial que, em conjunto com a baixa umidade da cabine, dificulta a proliferação de vírus e bactérias. A empresa acrescenta que a cada voo, uma equipe de solo faz higienização interna. A Azul ressaltou que tem autorização para vetar o embarque de clientes doentes.

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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