Compartilhar é multiplicar, fazendo amigos na viagem

"Amigo é coisa pra se guardar
Do lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a
distância digam não..."

(Milton Nascimento e Fernando Brant
em Canção da

América)

(foto: Pixabay)

Quando um milionário tetraplégico contratou um acompanhante para executar tarefas que já não conseguia, como levar o talher à boca durante as refeições ou escrever, o que seria uma relação de trabalho revelou o nascimento de uma relação profunda e respeitosa. O contato diário narrado no filme Intocáveis protagonizado pelos atores François Cluzet e Omar Sy e direção de Olivier Nakache e Éric Toledano revela como a amizade pode trazer benefícios e transformar vidas.

Engana-se quem diz que vive melhor sozinho, segundo a psicóloga clínica Juliana Gebrim. Ela diz que diversos estudos comprovam que a amizade traz benefícios físicos e mentais à saúde. “Pessoas que têm uma amizade sólida com outra são menos suscetíveis a problemas de saúde, tornam-se mais resistentes a doenças”. Mas, construir novos laços afetivos, nem sempre é um caminho fácil. É preciso vontade e empenho. Uma das maneiras mais fáceis de encontrar amigos é durante viagens, quando se está relaxado e em busca de novas experiências.

Para Juliana, a combinação de amizade com percorrer o mundo é fundamental. “A viagem pode ajudar nesse compartilhamento de experiências, sensações, conhecimento de lugares novos e quando isso pode ser feito a dois, a três, a quatro torna-se uma experiência muito positiva”. No entanto, a aproximação entre desconhecidos depende tanto do temperamento pessoal quanto da cultura de cada povo. Os brasileiros são conhecidos pela simpatia.

Um estudo feito pela Expat Insider e a InterNations — rede social para expatriados — mostrou que alguns países (ou cidades) se destacam nas relações sociais, com habitantes que são mais acolhedores e abertos. A pesquisa destaca as melhores regiões para se fazer amigos. O Brasil ficou em 28º lugar no ranking.

México

(foto: Visit Puerto Vallarta/Reprodução)
(foto: Visit Puerto Vallarta/Reprodução)

O México, quinto maior país das Américas, com um território de quase 2 milhões de quilômetros quadrados está em 1º lugar no ranking dos países mais amigáveis. Segundo a pesquisa da InterNations, 82% dos entrevistados acham o local fácil de fazer novos amigos e 27% dos visitantes afirmam que são amigos de moradores locais.

O país tem paisagens para todos os gostos, com montanhas, praias — são 9.330 quilômetros de costa —, e selvas. A riqueza cultural é exuberante e salta aos olhos em cada canto da região, que recebeu influência das civilizações pré-hispânicas e da cultura da Espanha. Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH), há aproximadamente 37 mil sítios arqueológicos registrados no território. A maioria aberto para visitação. O país integra a lista de Patrimônio Cultural da Humanidade tombado pela Unesco. Além da cultura rica e colorida, a gastronomia é destaque no país de sabores fortes e picantes. Pratos típicos como taco, guacamole, e bebidas como a tequila fazem parte do cardápio mexicano.

Bahrein

(foto: Sudath Silva/Reprodução)
(foto: Sudath Silva/Reprodução)

Uma grande amizade pode nascer nas charmosas regiões do Oriente Médio. O Bahrein é um pequeno país insular do Golfo Pérsico agrega 35 ilhas que forma o arquipélago, que tem fronteiras com árabes como Qatar e Arábia Saudita e uma população de forte influência estrangeira. O espírito cosmopolita do país explica a conquista do segundo lugar na lista dos países amigáveis.

O país caminha com a velocidade da luz, é responsável por desenvolver produção e refinamento de petróleo, exporta cerca de 60% do produto. Comunicação e transporte correm juntos no desenvolvimento e serviço à população. Apesar de ser considerado, entre os países árabes, um dos mais liberais, o Bahrein guarda uma forte cultura islâmica. Por isso, recomenda-se evitar manifestações e carinho em público, roupas curtas e shorts para as mulheres. Os homens podem usar as bermudas e calças na altura do joelho. Segundo a pesquisa da InterNations, 77% das pessoas afirmaram que o local é propício para se fazer amigos e no geral, 88% se sentem felizes morando no país.

Sérvia

(foto: Wikipedia Commons/Divulgação )
(foto: Wikipedia Commons/Divulgação )

Em 3º lugar no ranking da amizade, surge a Sérvia. O país europeu que esteve em conflito durante a década de 1990, mostra que os dias sombrios ficaram para trás. A região é conhecida por ter uma das culturas mais diversificadas da Europa. O site de busca de passagens Skyscanner classificou o país como um dos destinos mais baratos do Velho Mundo.

Além de oferecer a oportunidade de conhecer diversos museus, bibliotecas, teatros e uma vida noturna agitada, como na capital Belgrado, o lugar também tem atrações naturais, como o Parque Nacional de Tara, que faz parte dos Alpes Dináricos e fica a aproximadamente 1 mil metros acima do nível do mar. Na pesquisa da InterNations, 73% das pessoas dizem ter notado que lá encontra facilidade em fazer novos amigos e 79% relataram ter amigos locais.

Costa Rica

(foto: Renata Mariz/CB/D.A Press)
(foto: Renata Mariz/CB/D.A Press)

Representante da América Central, a Costa Rica aparece na 4ª posição. Banhada pelo mar do Caribe o pelo Oceano Pacífico, o cenário litorâneo promete sombra e água fresca para quem passa. O clima é tropical e as grandes árvores representam 30% de floresta tropical úmida. O roteiro turístico é diversificado.

É possível ver vulcões, como o Poás, no Parque Nacional Vulcão Poás, praticar mergulho ou rafting nas águas cristalinas e se encantar pelos borboletários dignos de fotos de porta-retrato, como o La Paz Waterfall Gardens. Segundo a InterNations, 76% dos entrevistados sentiram-se à vontade para construir novos laços de amizade no território costa-riquenho, e 73% afirmam que conseguiram com facilidade fazer amigos entre os nativos.

Portugal

(foto: Wikipédia/Divulgação)
(foto: Wikipédia/Divulgação)

Portugal está entre os 10 melhores países para se fazer amigos. Localizado no sudoeste da Europa, consegue arrebatar o coração, principalmente do brasileiro não só pela língua como pela história. Em Portugal, é possível voltar às origens. Atualmente, é avaliado como uma das nações mais globalizadas e pacíficas do mundo. A terrinha é famosa pelo azul dos azulejos, a gastronomia, as adegas e a riqueza da cultura.

A professora Vivina de Sousa, 45 anos, morou no país durante dois períodos diferentes, 2002 e 2008, para fazer doutorado e mestrado na cidade do Porto. No início, os brasileiros não eram muitos morando no país, muito menos no norte. Apesar disso, ela lembra, foi muito bem-recebida pelos moradores da cidade.“É um povo extremamente caloroso. A comunidade científica me recebeu muito bem. Quando consegue conquistar a confiança deles (portugueses) é uma coisa maravilhosa. Eles abrem a sua casa e você realmente se sente muito acolhido, mas demora um pouco”.

(foto: Arquivo Pessoal )
(foto: Arquivo Pessoal )

Para a professora e historiadora Vivina, a cidade consegue manter sua cultura viva em bibliotecas, museus e praças e faz de seu acervo disponível ao público. “A cidade é maravilhosa. É muito cultural. Os meios de transporte são magníficos, é uma cidade que recebe muito bem”, garante.


Para saber mais


Os 10 mais camaradas
1- México
2- Bahrein
3- Sérvia
4- Costa Rica
5- Equador
6- Uganda
7- Colômbia
8- Taiwan
9- Israel
10- Portugal

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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