Estado brasileiro cativa visitantes pela riqueza animal e artística

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O escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade criticou a mudança do nome da pequena São Sebastião da Encruzilhada, que foi dado por estar próxima a uma interseção por onde

passavam bandeirantes, garimpeiros e tropeiros que circulavam entre São João del-Rei, Rio de Janeiro, Aiuruoca e São Paulo. Pertencente ao Caminho Velho da Estrada Real e integrante do circuito turístico das Montanhas Mágicas da Mantiqueira, Cruzília — distante pouco mais de 1.000km de Brasílias pela BR 0-40, convida a uma imersão na produção de queijos e à história cultural do estado. Os queijos da região levaram a cidade ser referência na produção nacional da iguaria.

A indústria moveleira também é destaque. Os artesãos cruzilienses foram os responsáveis pela confecção da cadeira e altar em madeira usados pelo Papa Bento XVI na sua visita ao Brasil. Na cidade é possível se aventurar em trilhas e apreciar a cachoeira do Chalé, que fica a 15 quilômetros do município e tem um poço para mergulho.

As fazendas centenárias fazem parte do circuito turístico da cidade. Destaque para a Fazenda Anghay, construída por uma tradicional família da cidade, a Fazenda Traituba, que foi reformada para receber D. Pedro I, prém o monarca não chegou a visitá-la porque voltou para Portugal. O antigo cinema da cidade, o Cine Vitória, é outro ponto que merece atenção.


Queijos produzidos são premiados em concurso mundial


A competição “Le Mondial du Fromage” (mundialdo queijo), realizado na França, no ano passado, premiou 3 tipos de queijos produzidos em Cruzília. Sendo um na categoria ouro, outro com medalha de prata e um na categoria bronze.

Berço dos mangalarga

Para os amantes de montaria, a cidade mineira é o lugar certo! Afinal, Cruzília é berço de umas das raças de cavalos mais premiadas do mundo: a mangalarga. Em meados de 1812, na Fazenda Campo Alegre, Gabriel Francisco Junqueira, o “Barão de Alfenas”, ganhou de D. João VI um garanhão da raça Alter Real e iniciou sua criação de cavalos, cruzando o cavalo com éguas comuns de sua fazenda dando origem à raça tipicamente brasileira.

O museu mostra o desenvolvimento da raça e faz pesquisas(foto: Jair Amaral/Estado de Minas - 16/11/12)
O museu mostra o desenvolvimento da raça e faz pesquisas(foto: Jair Amaral/Estado de Minas - 16/11/12)


Dezenas de haras estão espalhados pelo município. A íntima história com a raça brasileira rendeu à cidade um museu dedicado ao animal. Na Praça da Matriz, no centro da cidade, o imóvel corresponde à casa da Bela Cruz. Construída em 1855, pertenceu à fazenda Bela Cruz, uma das fazendas pilares da raça. Inaugurado em novembro de 2012, o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador tem como missão ‘pesquisar, preservar, e difundir para a sociedade em geral, com destaque para os criadores, a trajetória da consolidação da raça de rebanho de equino nacional, genuinamente brasileira — o cavalo mangalarga, em especial o marchador’. O espaço apresenta peças de acervo, vídeos e textos do desenvolvimento da raça no Brasil.


* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram, dos Diários Associados

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