Investir em momentos ou bens materiais, faça sua escolha

(foto: Danilson Carvalho/CB/D.A Press)


Comprar um celular ou investir a mesma quantia em bagagem cultural? Para muitos, essa pergunta pode parecer óbvia mas, para

outros, nem tanto assim. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), quase 81% da população com 10 anos ou mais tem celular para uso pessoal. Mais o aparelho está presente em mais de 93% das 69,3 milhões de residências. Outra pesquisa, de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), estima que o país tenha quase 170 milhões de smartphones em uso. Um rápido levantamento no site Zoom — ferramenta on-line que compara o preço do produto em várias lojas —, aponta que um dos smartphones mais buscado pelos internautas sai a partir de R$ 865. Já o mais caro, se pago à vista, passa dos R$ 8 mil. E se aventurar pelo mundo, quanto custa?

Bárbara Aguiar poupou o suficiente para turistas por sete países ao longo de 25 dias (foto: Arquivo Pessoal )
Bárbara Aguiar poupou o suficiente para turistas por sete países ao longo de 25 dias (foto: Arquivo Pessoal )

Bárbara Aguiar, stylist, 25 anos, decidiu embarcar em uma aventura fora do país. Contabilizou na bagagem cultural sete países e 14 cidades em 25 dias. “Tinha como objetivo principal economizar em tudo, principalmente com passagens internas e hospedagem, além de ir ao máximo de lugares que fosse possível”, diz. Voos com grandes escalas, acomodações escolhidas a partir do preço e checagem diária da moeda internacional fizeram parte da sua rotina. “Eu me planejo para gastar o menos possível em todas as minhas viagens, mas eu entendo que o estilo pode variar de pessoa para pessoa. Só não deixo que o fator dinheiro me impeça de conhecer novos lugares, pois sempre terá uma alternativa mais em conta e com planejamento e muita pesquisa, dá sempre certo”, afirma.

A viagem exigiu seis meses de preparação para que saísse do papel. No total, foram gastos R$ 7 mil e, para ela, a experiência foi enriquecedora. “Esse contato com outras pessoas, diferentes culturas e lugares é como se fosse um intensivão de aprendizados. Não me arrependo pelo dinheiro investido, e nada que eu comprasse me renderia tantas memórias boas como as que a viagem me proporcionou”, ressalta.

Orçamento


As escalas de um dia ou mais também fizeram parte do roteiro da servidora pública, Carolina Costa, 28. O destino escolhido foi Ushuaia, na Argentina. Além da história e do clima do lugar, um outro grande fator a motivou. “A moeda argentina está muito desvalorizada em relação ao real, então, imaginei que poderia sair mais barato”, destaca. Para ela, acomodação com café da manhã e boa localização são artifícios principais para que não haja tantos gastos. “Quando viajo, o objetivo é conhecer o lugar o máximo possível. Dessa vez, não foi diferente, andei a pé, de táxi e de van e, com isso, consegui gastar mais nos passeios do que na acomodação”, explica. Foram oito dias de viagem ao custo de R$5 mil, um período transformador. “Amei conhecer o Ushuaia, as pessoas são muito receptivas, além de ser um roteiro barato.”

Com a desvalorização da moeda argentina, Carolina Costa foi conhecer o Ushuaia (foto: Arquivo Pessoal)
Com a desvalorização da moeda argentina, Carolina Costa foi conhecer o Ushuaia (foto: Arquivo Pessoal)

O economista, Adriano Severo, diz que, antes de se optar pela compra de um celular ou de qualquer produto ou viajar, o primeiro passo é orçar de tudo. No caso da viagem, a pessoa deve pesquisar passagem, hospedagem e montar o roteiro no destino. Se a opção for pelo passeio, a partir daí, é necessário ver quanto se pode poupar por mês e se planejar para encaixar a tudo no orçamento. É muito importante viajar com tudo pago”, diz.

Atenção!

Alguns lugares se destacam como os mais baratos para se visitar ao redor do mundo

Colômbia

É considerado um dos melhores países para se conhecer, além de ter baixo custo. O valor da moeda local de 1 peso colombiano é igual a R$ 0,001. Em San Andrés, por exemplo, estima-se gastos de R$ 373 por dia. Já em Cartagena das Índias, são necessários R$ 108. Acomodação e passagem aérea, seguem a variação de valor. As datas mais em conta são a partir da segunda semana de março.

Bolívia

Cenário com fortes tradições indígenas. A capital, La Paz, é a porta de entrada para as principais atrações do país. Segundo o mercado, 1 peso boliviano equivale a R$ 0,54. Acomodações começam a partir de R$ 20 a diária. A passagem aérea pode ser encontrada por R$ 1.086. A média de gastos por dia é de aproximadamente R$ 157.

Peru

Com um dos sítios arqueológicos mais importante do mundo, é destino preferido dos mochileiros, segundo o site Skyscanner. Pelo câmbio, 1 novo sol peruano equivale a R$ 1,15. A variação no bolso é na hora de escolher a cidade turística. Em Lima, a média de gasto por dia é de R$ 105, já em Cusco, de R$ 185.

África do Sul

Aparece em sexto lugar entre os 17 países mais diversos do mundo. Dados do mercado apontam que 1 rand sul-africano corresponde a R$ 0,27. Quem visita Joanesburgo pode gastar em média R$ 84 por dia, na Cidade do Cabo, esse valor sobe para R$ 210.

* Estagiária sob supervisão de Vicente Nunes

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