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Advogado do AC reúne mais de 4,6 milhões de assinaturas pelo fim das queimadas na Amazônia

07 Setembro 2019

Assinaturas estão reunidas em um abaixo-assinado mobilizado pelo advogado Gabriel Santos, de Rio Branco. Projeto foi entregue à Câmara dos Deputados em Brasília (DF). Mobilização começou há duas
semanas e arrecadou assinaturas de pessoas de vários países do mundoReprodução Em duas semanas, um abaixo-assinado pelo fim das queimadas na Amazônia conseguiu reunir mais de 4,6 milhões de assinaturas pelo mundo. A ação é encabeçada pelo advogado e morador de Rio Branco, capital do Acre, Gabriel Santos, de 25 anos. Além do Brasil, a iniciativa alcançou países como Estados Unidos, França, Alemanha, Austrália, Espanha, México, Chile, Peru, Uruguai, entre outros. O abaixo-assinado foi ainda traduzido para cinco idiomas: inglês, francês, espanhol, alemão e russo. “Fiz um post, no dia em que chegaram as queimadas da Amazônia em São Paulo [SP], explicando como nossa situação era diferente de quem vivia em São Paulo, que os idosos e crianças estavam respirando aquela fumaça. Vários famosos publicaram, atores globais e o pessoal da plataforma Change.org me convidou para criar uma abaixo-assinado para chamar as pessoas para uma ação. Aceitei o desafio, começamos e não esperava mais de 10 mil pessoas”, explicou ao G1. Mobilização iniciou após post em rede social explicando a situação do Acre durante as queimadas Reprodução Repercussão Em três dias, a mobilização tinha arrecadado mais de 3 milhões de assinaturas, segundo Santos. Além do fim das queimadas, o abaixo-assinado pede ainda a criação de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI), mas, com a repercussão, o advogado resolveu ir mais longe e chegar ao Congresso Nacional. “Teve repercussão nos jornais internacionais, revistas americanas. Conseguimos coletar bastante assinaturas e resolvi ir à Brasília entregar essas assinaturas. Tive o apoio dos movimentos Agora, Acredite e Livre, que tem representação no Congresso Nacional e deram todo suporte para a logística interna para entregar uma proposta mais específica do que uma CPI, que acaba rápido”, relembrou. Na noite desta quinta-feira (5), Santos se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em Brasília, e entregou as assinaturas e solicitou a criação de uma comissão externa para cobrar do governo federal e dos estados políticas públicas de combate e prevenção às queimadas na Amazônia. “As assinaturas pediam uma CPI, mas sentamos e vimos que o melhor caminho não era criar uma CPI, mas uma comissão externa do acompanhamento dos trabalhos dos Ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Economia e das Relações Exteriores para analisar os impactos desse desmonte dos prejuízos ambientais, tanto na economia como na imagem que o Brasil tem no exterior, quando nas questões internas de saúde, biodiversidade, produção alimentar”, frisou. Advogado esteve em Brasília para entregar projeto para a presidência da Câmara dos Deputados Arquivo pessoal Comissão Santos acrescentou que a comissão também vai tentar identificar e punir os responsáveis pelas queimadas. Segundo ele, a equipe vai identificar o problema, estudar e buscar soluções para as causas encontradas. “É uma comissão bem consistente, que vai ter um trabalho muito sério e à noite mesmo ele [Rodrigo Maia] já baixou um ato da presidência criando essa comissão, que vai agora se reunir para criação dos trabalhos e iniciar as investigações. Vai ter acesso total aos ministérios, vão poder ir lá buscar informações, fazer audiências públicas. Tudo isso graças à mobilização que o Brasil e o mundo fez”, complementou. Ainda segundo o advogado, o abaixo-assinado pelo fim das queimadas é até o momento o quinto maior do mundo, e o segundo maior do Brasil. "Foi o que coletou assinaturas em tempo mais recorde. Não interrompemos, continua em vigor e só vai parar quando a comissão tiver começado os trabalhos. Precisamos dar uma resposta efetiva para essas quase 5 milhões de pessoas que assinaram nossa mobilização e esperam uma resposta efetiva", finalizou.
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