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No AC, gestora diz que mudanças climáticas globais afetam diretamente o clima na Amazônia

12 Setembro 2019

Meses de agosto e setembro de 2018 apresentam panorama diferente no que diz respeito a queimadas e chuvas em 2019, segundo a diretora executiva da Secretaria Estadual de Meio
Ambiente do Acre, Vera Reis Chuvas apresentaram panorama diferente nos dois últimos anos Arquivo/Corpo de Bombeiros As mudanças climáticas globais vêm afetando diretamente o meio ambiente e o clima no Acre. O estado sofre com dois extremos: o período de seca severa e o de chuvas e temporais. Prova disso são as constantes queimadas que ocorreram no mês e agosto e o vendaval que atingiu Rio Branco na tarde quarta-feira (4) e que causou muitos estragos na cidade. A diretora executiva da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Vera Reis, diz que se comparar os meses de agosto e setembro de 2018, eles apresentaram um panorama diferente em relação às queimadas e chuvas. "Em 2018, tivemos um agosto bastante chuvoso e setembro muito seco. As queimadas, no ano passado, começaram no dia 4 de setembro culminando no dia 13 e na semana da pátria tivemos uma situação caótica em virtude da seca", pontuou. Neste ano foi o contrário, Vera fala que nos primeiros 15 dias de agosto choveu muito pouco, bem abaixo da média. Além disso, a gestora afirma o clima no estado tem mudado drasticamente, porque as mudanças ambientais globais vêm afetando a Amazônia de uma forma mais frequente e intensa. "Perdemos essa periodicidade que era comum no passado. Você sabia quando chovia e quando secava. Antes, a gente comparava com os últimos 30 anos para dizer que convencionalmente a seca começava em julho e culminava em setembro e ia reduzindo em meados de outubro, quando começavam as chuvas", explica. Novo panorama Setembro deve ser de chuvas, segundo previsões Aline Nascimento/G1 A diretora executiva da Sema afirma que, hoje, não existem mais parâmetros, ou seja, a chamada periodicidade morreu na Amazônia. "Hoje é uma outra situação. Existem estudos que dizem que o clima da Amazônia mudou. Nós precisamos, agora, construir um novo padrão de climatologia para ficar comparando", informa. Além disso, Vera diz que o período é de irregularidade climática que vem trazendo as chuvas distribuídas de forma diferenciada. "As estações não vêm mais certinhas como antes. Com a mudança afetando as condições do clima, trazendo extremos e, se a gente somar isso à irresponsabilidade humana, a falta de compreensão, de consciência do ser humano e de respeito pela Amazônia, a gente chegou nesse caos, especialmente no mês de agosto", afirma. Previsão de chuvas em setembro Com a incidência das queimadas em agosto, o Acre chegou a registrar 3.383 focos de incêndios entre junho e agosto, e 270,5 mm de chuva. Além disso, o governo do Acre decretou, no dia 23 de agosto, estado de emergência devido ao período de estiagem no estado e ao número de queimadas. Apesar da situação crítica durante o mês de agosto, a previsão é de que setembro ocorram mais chuvas. A exemplo disso, vale ressaltar o temporal que atingiu Rio Branco na meio desta semana, onde várias famílias foram afetadas e os Bombeiros atenderam mais de 100 ocorrências. "O povo aproveitou e queimou, a partir da segunda quinzena [de agosto] nós começamos a ter chuva e a previsão é que a gente vai ter chuva em algumas áreas até acima da média, no mês de setembro. Mas, nem sempre as previsões se concretizam", finaliza Vera.
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