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Operação Nitro prendeu 15 pessoas e 11 mil litros de combustível clandestino no Acre

12 Setembro 2019

Fazendeiros e empresários estão entre os presos. Ação do MP-AC, PRF, Exército Brasileiro e PM-AC cumpriu mandados em estabelecimentos ao longo da BR-364, interior do estado. Ação encontrou
combustível armazenado de forma ilegal em comérciosDivulgação/Ministério Público do Acre Quinze pessoas foram presas e 11 mil litros de combustível apreendidos na Operação Nitro, deflagrada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), nesta quinta-feira (11), e que investiga a venda ilegal de combustível ao longo da BR-364, interior do Acre. Além do MP-AC, a ação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC), Exército Brasileiro e Polícia Militar do Acre (PM-AC). Segundo o MP, foram identificados diversos pontos ao longo da BR-364 onde era realizada a venda de combustíveis supostamente desviados de transportadores com a conivência de alguns motoristas. "Fizemos buscas em sete pontos, que fazia a receptação e venda de combustível adquirido de forma criminosa, e os motoristas que faziam o transporte, que retiraram esse combustível clandestinamente e vendiam nos pontos, completavam a carga com água", explicou o membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bernardo Albano. Operação investiga grupo que desviava mais de 60 mil litros de combustíveis Investigação Ainda segundo o MP, as investigações iniciaram há sete meses, quando empresários que estavam se sentindo lesados procuraram o órgão para denunciar o esquema criminoso. "Tivemos a contribuição de empresas lesadas, que trouxeram as primeiras informações. Aprofundamos as investigações, fomos a campo com as agências parceiras e identificamos sete locais, que foram alvos de busca e apreensão, que realizavam o armazenamento, venda e receptação de combustíveis", complementou. Operação apreendeu 11 mil litros de combustível no Acre Divulgação/Ministério Público do Acre Desvio de 64 mil litros por mês Dos quinze presos, o MP-AC destacou que algumas pessoas foram flagradas, durante o cumprimento de mandados, com combustível ilegal no local, o que caracteriza receptação qualificada. O grupo chegou a desviar até 64 mil litros de combustível por mês. "Estamos falando em mais de R$ 200 mil por mês. Hoje, entre combustível, dinheiro em espécie e bens, conseguimos apreender mais de R$ 50 mil. Podemos dizer que essa é a primeira fase da operação, a partir dos bens apreendidos, análise de mídias e provas, teremos outras fases", frisou. Apreensões Durante o cumprimento dos mandados judiciais, a PRF-AC explicou que foram apreendidas: 10 armas de fogos, 60 munições, entre elas de uso restrito, dois veículos, 26 celulares, R$ 5,8 mil em dinheiro, que seria da venda dos combustíveis, quatro bombas de sucção, um computador e um rádio de comunicação. "Em um dos alvos identificamos uma central de comunicação, ali recolhemos roteadores e outros apetrechos que eram utilizados na comunicação. A operação ainda está em seu fechamento, mas os presos são fazendeiros, proprietários de comércios e outras pessoas envolvidas", falou o superintendente da PRF-AC, inspetor Getúlio Teixeira. O nome dos presos na operação não foi divulgado. Sete pontos ilegais de venda foram identificados ao longo da BR-364, diz MP-AC Divulgação/Ministério Público do Acre Operação Nitro O promotor Bernardo Albano contou que o nome operação faz referência a um sistema utilizado para dar potência a carros. "O nome se deu de forma irônica. Nitro é um carburante utilizado para veículos de alta performance. No caso, o combustível era completado com água, quando apreendemos os caminhões foram apreendidas bombas para sucção e retirada do combustível, como bombas para que fosse recomposta a carga com água", concluiu.
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