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'Operação Verde Brasil' de combate a incêndios aplica mais de R$ 10 milhões em multas na região Norte; 20 pessoas são detidas

13 Setembro 2019

Homens das Forças Armadas atuam nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. Esse é o primeiro balanço geral da operação para Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
31/08 - Brigadistas do IBAMA tentam controlar pontos de queimadas durante um incêndio em Apui, no Amazonas Bruno Kelly/Reuters Mais de R$ 10 milhões em multas foram aplicadas por crimes ambientais nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, durante a Operação Verde Brasil, deflagrada para combater queimadas na região Amazônica. Além disso, 178 focos de incêndio foram contidos e 20 pessoas foram detidas. O primeiro balanço, de 20 dias de trabalho, foi divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Comando Militar da Amazônia (CMA). A Amazônia registrou 30.245 focos de incêndio nos últimos 30 dias (de 9 de agosto a 9 de setembro). De acordo com um levantamento feito pelo G1, a região teve mais chuvas, mais queimadas e mais alertas de desmatamento entre janeiro e agosto em 2019 do que o registrado no bioma nos mesmos períodos desde 2016. Homens das Forças Armadas atuam na região. O reforço foi enviado após a Garantia da Lei e da Ordem (GLO Ambiental), assinada no dia 23 de agosto pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. O decreto prevê o uso das tropas até 24 de setembro. Durante a operação, foram apreendidos quatro caminhões, cinco motocicletas, além de três motosserras e um GPS, que seriam utilizados no desmate. Ainda de acordo com o balanço, cinco acampamentos clandestinos foram interditados. Em razão de crimes ambientais, foram aplicadas multas que somadas chegam ao valor de R$ 10.106.793,00. Também foram feitos 43 autos de infração e apreendidos 9.878,58 metros cúbicos de madeira bruta e 35,83 metros cúbicos de madeira beneficiada. Balanço da Operação Verde Brasil: 178 focos de incêndio combatidos; Apreensão de quatro caminhões, cinco motocicletas, três motosserras e um GPS; Aplicação de multas que somadas chegam ao valor de cerca de R$ 10.106.793,00; Interdição de cinco acampamentos clandestinos; Expedição de 43 autos de infração; 20 pessoas detidas; Apreensão cinco motosserras; Apreensão de 9.878,58 metros cúbicos de madeira bruta e 35,83 metros cúbicos de madeira beneficiada. Ao todo, 2 mil militares das três Forças Armadas atuam na operação. As equipes contam com sete aeronaves civis e militares, sendo uma delas a aeronave C-130 Hércules que já realizou 26 espargimentos com mais de 312 mil litros de água nos focos de incêndio. Atuam também 50 embarcações, 53 viaturas militares e mais 43 veículos dos demais órgãos envolvidos na Operação Verde Brasil. Segundo o Exército, outros meios sob controle operacional do Ministério da Defesa são empregados, mediante necessidade. Queimadas no Amazonas Entre janeiro e os cinco primeiros dias de setembro, o Amazonas registrou mais de 8,8 mil focos. O número já correspondia a 77,6% do número total de casos identificados em todo o ano de 2018 - que acumulou 11.446 focos. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) informou que o mês de setembro costuma registrar aumento de queimadas em toda a região amazônica devido à intensificação da estiagem. "A Sema e os demais órgãos estaduais e federais intensificaram as ações de combate aos focos de calor neste período (...) Estamos ampliando as atividades de educação ambiental nas áreas críticas, com estratégias para reduzir os danos à floresta", disse o secretário Eduardo Taveira, por meio de nota. Região Sul Dos dez municípios do Amazonas com mais casos, oito estão no Sul do Estado. A região é o alvo das operações Curuquetê e Verde Brasil, do Governo do Amazonas e Governo Federal, por meio do Exército Brasileiro - que enviou mais de 1,3 mil homens para cinco estado da Região Norte. No Amazonas, eles devem permanecer por, no mínimo, 60 dias. O Sul do estado, assim como a Região Metropolitana de Manaus, estão em situação de emergência desde o início do mês de agosto. Initial plugin text
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