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CRM-AC flagra irregularidades no Unacon e gerente diz que hospital funciona com 40% da estrutura

13 Setembro 2019

Fiscalização do CRM apontou irregularidades no Unacon que está há pelo menos dois anos com reforma parada. Aparelho de radiografia está sem funcionar há pelo menos dois anos Reprodução
Rede Amazônica Há pelo menos dois anos, o Hospital do Câncer, em Rio Branco, funciona apenas com 40% da estrutura do prédio. As salas ambulatoriais são improvisadas e o aparelho de radiografia não funciona. Além disso, alguns pacientes esperam até um ano por uma cirurgia. Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), realizada no início desta semana no hospital, apontou as irregularidades do local. Um relatório deve ser encaminhado à Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre). Ao G1, a gerente-geral do Unacon, Áurea Freitas, afirmou que já levou as demandas para a secretaria e que na próxima segunda-feira (16) as obras da reforma devem ser retomadas. "Tudo que o CRM disse é verdade. Estou, inclusive, acabando de passar tudo para a Sesacre. Nossa obra recomeça na segunda-feira. Vamos começar reformando, inclusive, os ambulatórios que funcionam improvisados. O Unacon, hoje, trabalha somente com 40% da estrutura dele", informou a gestora. No local, O CRM constatou a falta de radioterapia e, com isso, os pacientes são encaminhados para Porto Velho, em Rondônia, e precisam esperar até cinco meses para receber o atendimento, o que acaba comprometendo o tratamento. Áurea diz que há muitos anos o equipamento não funciona, mas um novo aparelho aguarda a liberação de um documento para começar a tender os pacientes. "Já temos uma nova radiografia, que é o acelerador linear, e que nós estamos trabalhando toda a documentação. Estamos aguardando somente a autorização do Ministérios da Saúde e a Comissão Nacional de Energia Nuclear dar a autorização para que este aparelho comece a funcionar", explica. Ainda segundo o CRM, os pacientes têm esperado até um ano por alguns procedimentos cirúrgicos como de cabeça e tronco, por exemplo. Também foi constatado que pacientes com patologias benignas são passados na frente de pacientes oncológicos por decisão judicial. "O Unacon está assim há mais de dois anos, mas nada pode parar. Tem que improvisar sempre e graças a Deus que a gente consegue improvisar. Mas, isso vai passar em pouco tempo porque vai começar a nossa reforma novamente", conclui a gerente.
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