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PM que atropelou e matou mulher após beber 30 garrafas de cerveja volta a ter prisão decretada no AC

13 Setembro 2019

Justiça determinou que Alan Martins seja preso novamente pela morte de Silvinha Pereira, em um acidente de trânsito no mês de maio. Acidente que matou Silvinha ocorreu na
Estrada Dias Martins, em Rio Branco, no mês de maio Janine Brasil/G1 A Justiça do Acre determinou que o policial militar Alan Martins seja preso novamente. O PM é investigado por atropelar e matar Silvinha Pereira, no mês de maio, em um acidente de trânsito, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco. Segundo a denúncia, o PM consumiu pelo menos 30 garrafas de cerveja antes do acidente e que dirigia em alta velocidade. A decisão é resultado de um recurso interposto pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), e julgado nesta sexta-feira (13) pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). O G1 tentou ouvir a defesa do policial, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria. O carro que o PM dirigia bateu na motocicleta que Silvinha estava com o marido, no dia 18 de maio. Os três ficaram feridos e foram levados para o Pronto-Socorro da capital acreana. No dia 19, Silvinha morreu no hospital e o marido ficou internado à espera de uma cirurgia no fêmur. O PM chegou a ficar dez dias preso, mas a Justiça acatou um pedido de revogação de prisão e mandou soltar Martins. Ele foi denunciado por homicídio qualificado. Preso novamente O Ministério Público do Acre (MP-AC) entrou com recurso pedindo a prisão preventiva novamente do policial. O pedido foi aprovado por unanimidade pela Justiça, e o mandado de prisão deve ser expedido ainda nesta sexta. "Como policial militar, ele tem certas prerrogativas que devem ser observadas. Esse é um caso fora da curva na Polícia Militar, a maioria dos policiais militares são pessoas ordeiras, em conformidade com a lei", explicou o promotor de Justiça Ildon Maximiano. No recurso, o MP-AC destacou que o policial assumiu o risco de matar quando bebeu e resolveu dirigir o carro. Segundo as investigações do MP, o policial tinha consumido cerca de 30 garrafas de cerveja no dia do acidente. A defesa nega que ele tenha bebido. "Houve, inicialmente, uma decisão que decretou a prisão dele. Circunstâncias como essas em que há uma reiteração delitiva a lei reconhece que há um abalo e por força disso manda que haja o decreto de prisão. Não posso assegurar, porque é um procedimento do TJ, mas na sequência de uma situação como essa é expedido um mandado de prisão", assegurou. Além disso, o órgão lembrou que Martins é réu em outro processo, no caso da menina Maria Cauane, de 11 anos, morta durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no bairro Preventório. 'Já foi denunciado no caso do Preventório, na oportunidade tinha sido pedida a prisão preventiva dele, o juiz entendeu que cabiam algumas medidas cautelares no lugar da prisão, e na sequência houve esse crime, que ao nosso entender é grave, houve a morte de uma pessoa", concluiu.
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