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Moradores e estudantes pedem fim da violência em caminhada no interior do Acre

17 Setembro 2019

Caminhada ocorreu na tarde desta terça (17) pelas principais ruas de Porto Acre. Crianças carregaram faixas pedindo paz durante caminhada em Porto Acre Guilherme Barbosa/Rede Amazônica Acre Moradores
da cidade de Porto Acre, interior do estado, caminharam pelas principais ruas do município pelo fim da violência. A caminhada ocorreu na tarde desta terça-feira (17), e os manifestantes vestiram roupas brancas, carregavam balões e faixas. Outra reclamação da população é que não há delegado na cidade e a delegacia não funciona 24 horas. O delegado responsável pela cidade ficaria na capital acreana, Rio Branco. A reportagem tentou contato com a Segurança Pública do Acre, mas não obteve retorno até esta publicação. A estudante Rosineide Carneiro foi uma das que pediram mais segurança na cidade. Ela diz que os moradores vivem assustados e com medo de sair de casa. “É uma realidade não muito boa porque estamos vivendo uns casos críticos em relação à criminalidade, falta de segurança. É traumatizante porque assim como acontece com as pessoas é possível acontecer com a gente também. É uma situação grave, lamentou. Moradores reclamam de constantes assaltos e furtos na cidade Guilherme Barbosa/Rede Amazônica Acre Ela conta que vai sempre a pé para a escola. Para evitar ser assaltada ou sofrer algum outro tipo de violência, a aluna diz que procura caminhar sempre pelas ruas mais movimentadas do município. “Sempre andar quando tem pessoas nas ruas, nunca quando não tem, chegar com antecedência, nunca em cima da hora. Já estudei à noite, vivi a experiência e tinha muito medo. Pra quem estuda à noite é muito perigoso”, frisou. Ocorrências O organizador da caminhada e professor, Adalberto Martins, disse que nos últimos 30 dias a violência cresceu de uma forma assustadora. Com isso, foi organizada a caminhada com estudantes e moradores para chamar atenção das autoridades. “Nesses últimos 15 dias tiveram três assaltos à mão armada. Um dos casos, o ex-vice prefeito foi vítima, levou um tiro de raspão na cabeça, mas felizmente saiu vivo. Espero que isso tenha ressonância junto às autoridades de Rio Branco para que ouçam nosso grito e saibam na nossa insatisfação com relação à segurança”, lamentou. Moradores saíram em caminhada pela paz Reprodução/Rede Amazônica Acre O padre Gilson José chegou na cidade em 2016 e disse que não houve mudanças desde então no município. Segundo ele, muitos fiéis deixam de ir à igreja com medo de assaltos e de serem violentados “O desemprego é muito grande, não tomam providências e tudo isso gera a violência. A insegurança é grande, as pessoas dormem cedo, fecham as portas. O medo é muito grande. Não vejo nada de segurança aqui, cada vez aumenta, as autoridades ficam passivas, não fazem nada”, criticou . A moradora Cícera Bayma disse que a população foi para rua pedir e clamar por paz. Ela afirma que antes a cidade era tranquila, as pessoas podiam sair às ruas sem medo e preocupação com a violência. “Nossa realidade é que o povo de Porto Acre está pedindo paz. A população em geral passa por uma situação muito delicada, as pessoas estão com medo de sair de suas casas, sofrendo com a falta da segurança. Precisamos de mais policiamento nas ruas, mais iluminação nas ruas que não são as principais”, acrescentou.
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