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Farinha de Cruzeiro do Sul vira patrimônio cultural do Acre

30 Setembro 2019

Proposta também prevê que o modo de fazer a farinha deve ficar salvaguardado como patrimônio nacional. Farinha de Cruzeiro do Sul é indicada para se tornar patrimônio Nacional e
Estadual Divulgação/Embrapa Um dos produtos mais famosos do Acre e que leva o nome de um dos festivais mais movimentados da Região do Juruá, a farinha de Cruzeiro do Sul tornou-se patrimônio cultural do estado. O decreto foi assinado pelo governador Gladson Cameli, no sábado (28), durante as comemorações do aniversário de 115 anos do município. "Considerando a memória, a história e os saberes do povo que merece todo respeito e a devida proteção, resolvemos salvaguardar o modo de fazer a farinha de Cruzeiro do Sul como patrimônio cultural do estado do Acre", diz o documento. Uma campanha foi lançada na quinta-feira (26) com uma petição que pode ser assinada no site da Agência de Notícias, segundo informou o presidente da Fundação Elias Mansour, Manoel Pedro, para que o modo de fazer farinha também receba o título nacional. "Nós temos a melhor farinha do mundo. O governador está sensível e está sendo feito todo o processo com o decreto da salvaguarda da farinha sendo transformada em patrimônio imaterial", disse. Após a coleta, as assinaturas serão entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao Conselho Estadual de Patrimônio do Acre, acompanhadas de um documentário, assinaturas e o resultado de uma pesquisa feita sobre o modo de fazer a farinha de Cruzeiro do Sul. "Nós temos uma equipe fazendo o levantamento, com todo suporte e assessoria para essa propositura dar certo", acrescentou. Em 2017, a tradicional farinha de Cruzeiro do Sul, base da economia da cidade, conseguiu adquirir o selo de indicação geográfica pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Na época, mais de 800 casas de farinha foram mapeadas na região com o intuito de fornecer informações para a obtenção do selo. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que participou da pesquisa, esta foi a primeira farinha do mundo a receber esse selo e um dos primeiros produtos do Acre a ser contemplado.
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