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MEC ainda tem R$ 3,8 bilhões sob bloqueio e universidades reforçam ajustes para manter atividades

30 Setembro 2019

MEC anunciou a liberação de R$ 1,1 bilhão para universidades e institutos federais, mas outros R$ 3,8 bilhões ainda seguem bloqueados. Fachada do Ministério da Educação, em BrasíliaMarcos Oliveira/Agência
Senado O anúncio da liberação de R$ 1,156 bilhão para universidades e institutos federais de ensino, anunciado nesta segunda-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC) poderá trazer algum alívio nas contas das instituições, que preveem que suas atividades serão afetadas caso os recursos não cheguem a tempo. A situação das universidades ainda é de incerteza porque outros R$ 3,8 bilhões ainda seguem bloqueados. As universidades já estão na metade do segundo semestre e parte ainda não sabe se vai conseguir manter as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Um levantamento feito pelo G1 antes do anúncio do MEC aponta que 24 das 36 universidades que responderam à pesquisa (66,66%) afirmam que aulas, atividades de extensão e de pesquisa poderão ser suspensas. Para 11 delas (30,55%) as aulas poderão ser suspensas ou a situação ainda está indefinida. Ao todo, 221,3 mil alunos da graduação presencial poderão ser afetados nestas instituições -- o número representa 17,97% dos 1,2 milhão de universitários do país. Desde o início deste ano, o MEC já passou por dois "cortes": R$ 5,8 bilhões em abril e R$ 348,47 milhões em julho. Os valores descontingenciados não vão repor todas as perdas acumuladas na área. Entre as 63 instituições do país, 90% operavam com perdas reais em 2017, comparado ao que tinham de recursos em 2013. Na prática, o orçamento para gastos não obrigatórios – os mesmos atingidos pelo atual contingenciamento –, já estava menor. Entre 2013 e 2017, o repasse total garantido pelo MEC encolheu 28,5%. Em agosto, uma reportagem do G1 mostrava que 21 universidades entre as 37 que responderam ao levantamento (56,75%) já previam o impacto nas aulas e pesquisas. Em setembro, a situação continua a mesma. Ensino A falta de recursos poderá afetar o andamento das aulas em 11 das 36 universidades que enviaram respostas ao G1. Entre elas, cinco disseram que a situação está indefinida. Aulas poderão ser suspensas nas seguintes universidades: UFAC - Universidade Federal do Acre (final de outubro) UFG - Universidade Federal de Goiás - Jataí (outubro) UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco (sem data) UFPR - Universidade Federal do Paraná (sem data) UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (outubro) UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (sem data) A situação está indefinida nas seguintes instituições: UnB - Universidade de Brasília Unifal - Universidade Federal de Alfenas Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFPel - Universidade Federal de Pelotas Pesquisa e extensão A Política de Extensão Universitária, será afetada se o atual corte for mantido em 23 das 36 universidades ouvidas, ou 63,88%. Outras duas disseram que a situação está indefinida: UnB e Ufes. As atividades de extensão poderão ser afetadas nas seguintes universidades: UFABC - Universidade Federal do ABC UFAC - Universidade Federal do Acre UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre UFG - Universidade Federal de Goiás, campus de Catalão e Jataí Ufop - Universidade Federal de Ouro Preto UFPel - Universidade Federal de Pelotas UFPR - Universidade Federal do Paraná UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFV - Universidade Federal de Viçosa UnB - Universidade de Brasília Unifal - Universidade Federal de Alfenas Unifesp - Universidade Federal de São Paulo Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará Unila - Universidade Federal da Integração Latino-Americana Unipampa - Universidade Federal do Pampa Univasf - Universidade Federal do Vale do São Francisco As pesquisas poderão ser afetadas em 22 universidades: UFABC - Universidade Federal do ABC UFAC - Universidade Federal do Acre UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre UFG - Universidade Federal de Goiás, em Catalão e Jataí UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora UFPel - Universidade Federal de Pelotas UFPR - Universidade Federal do Paraná UFSJ - Universidade Federal de São João del Rey UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFV - Universidade Federal de Viçosa Unifal - Universidade Federal de Alfenas Unifesp - Universidade Federal de São Paulo Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará Unipampa - Universidade Federal do Pampa Univasf - Universidade Federal do Vale do São Francisco (Petrolina) MEC anuncia o desbloqueio de quase R$2 bi que estavam contingenciados (*Colaboraram Ricardo Gallo e G1 AC; G1 BA; G1 CE; G1 DF; G1 ES; G1 GO; G1 MG; G1 Zona da Mata; G1 Sul de Minas; G1 Triângulo Mineiro; G1 PA; G1 PE; G1 Petrolina; G1 PR; G1 RJ; G1 RN; G1 RO; G1 RS; G1 SC e G1 SP)
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