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Após reclamações, Energisa participa de audiência pública na Câmara de Vereadores de Rio Branco

04 Outubro 2019

Empresa foi convidada a participar de audiência para prestar esclarecimentos sobre o aumento nas contas de energia. Energisa participa da audiência pública na Câmara de Vereadores de Rio BrancoGuilherme
Barbosa/Rede Amazônica O diretor comercial da concessionária de Energia Elétrica (Energisa), Ricardo Xavier, participou de uma audiência pública, na manhã desta sexta-feira (4), na Câmara Municipal de Vereadores de Rio Branco para esclarecer o aumento nas contas de energia elétrica nos últimos dois meses. "Vim aqui responder o questionamento dos vereadores e qualquer dúvida que tiver vou tentar esclarecer, assim como fiz na Aleac, assim como fiz na Câmara de Brasileia, e para o Ministério Público", disse Ricardo Xavier. Para o vereador João Marcos Luz, os debates precisam ser esclarecedores já que a população está sem entender o acréscimo nas contas. "O que a Energisa precisa fazer é esclarecer de fato o que está acontecendo, na verdade nós estamos vivendo uma escuridão da informação. Nós queremos saber, inclusive, quais investimos da Energisa para esse ano ainda, para o próximo ano e, principalmente, nós estamos aqui para cobrar uma qualidade no serviço", disse. O diretor-presidente do Procon, André Gil, falou que a empresa foi notificada e tem 10 dias para prestar esclarecimentos e caso sejam constatadas irregularidades deve adotar as medidas necessárias. "O Procon analisará a resposta e tomará duas medidas. A multa, se a gente constatar alguma irregularidade, ou a gente vai arquivar porque a resposta é satisfatória ao Procon", pontuou. Explicações Durante a audiência, Ricardo Xavier tornou a reforçar que não houve aumento nas contas de energia. "Não tem aumento de tarifa, isso é fato, o que você tem é a cessão das bandeiras tarifárias que acontece todo ano em alguns meses dependendo da determinação da Aneel. Agora o que é normal é você ter um consumo maior na época mais quente", pontuou. Xavier disse que estão mostrando para as pessoas que no mesmo período do ano passado também teve essa elevação no consumo. "Acontece que as pessoas, agora, não sei ao certo, estão fazendo o levante, mas esse comportamento de aumento é normal e natural todo ano nessa época", disse. Protesto O aumento das contas tem assustado os consumidores acreanos que protestarem duas vezes em frente à sede empresa, na capital. No último dia 26, eles se reuniram com cartazes, gritos de indignação e chegaram a ocupar o saguão da empresa e depois foram recebidos em pequenos grupos pela direção. Consumidores acreanos que protestarem duas vezes em frente ao sede empresa, na capital Alcinete Gadelha/G1 Inconformados com o aumento, os consumidores voltaram se reunir em frente ao prédio da distribuidora, na manhã desta quinta (3). A pedido da Energisa, uma decisão da Justiça proibiu os manifestantes de entrarem no prédio. O Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um procedimento preparatório e a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) um procedimento administrativo para cobrar respostas e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades na conta de energia também foi instaurada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O Procon chegou a informar, na quarta (2), que recebeu 951 reclamações de consumidores insatisfeitos com as contas de energia elétrica. Mandado proíbe entrada dos protestantes no prédio Lidson Almeida/Rede Amazônica Ação judicial No protesto desta quinta (3), por decisão da justiça, os protestantes forma impedidos de entrar no prédio da empresa e o diretor explicou que a empresa fez o pedido de cautela para resguardar os servidores e o centro de operações que controla a distribuição de energia para todo estado. "Foi uma medida preventiva para que não houvesse nenhum tumulto. A exemplo que na manifestação anterior algumas dessas pessoas disseram que voltariam e trariam outras pessoas e invadiriam o prédio. Então, por medida de precaução, a gente só quis resguardar a integridade física dos nossos funcionários e nosso centro de operações", concluiu. Colaborou Guilherme Barbosa, da Rede Amazônica Acre.
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