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Após 9 meses afastado, prefeito no AC suspende pagamentos e avalia contratos ao retomar cargo

07 Outubro 2019

Prefeito André Maia foi preso suspeito de desviar verba pública. Ele foi reempossado no último dia 12 setembro. Prefeito André Maia ficou quase nove meses afastado do cargo
após ser preso suspeito de desviar verba pública Arquivo pessoal Após retomar o cargo, o prefeito André Maia (PSD) suspendeu pagamentos de despesas e determinou a análise dos contratos firmados enquanto esteve afastado da prefeitura de Senador Guiomard, no interior do Acre. O decreto e a orientação foram publicados na edição desta segunda-feira (7) do Diário Oficial do Estado (DOE). Maia ficou quase nove meses afastado do cargo e foi reempossado no último dia 12 de setembro após uma determinação da Justiça. Durante a sessão de posse, o prefeito voltou a afirmar que foi vítima de uma armação. O gestor foi preso em dezembro do ano passado em uma operação da Polícia Federal, suspeito de desviar verbas públicas e fraudar licitações com superfaturamento de cerca de R$ 5 milhões. Segundo a PF, Maia pagava um “mensalinho” no valor de R$ 3 mil para seis vereadores da base aliada dele. Conforme a publicação no DOE, é necessário apurar a legalidade das contratações e despesas feitas no período de 13 de dezembro de 2018 a 12 de setembro desse ano. Por isso, o prefeito resolveu suspender os pagamentos de todas despesas sem análise da Controladoria Geral do Município. Após análise, os processos devem ser encaminhados à Procuradora-Geral do Município para emissão de parecer final. Operação da Polícia Federal A Operação Sarcófago foi um desdobramento da Operação Ícaro, que ocorreu em Capixaba em agosto do ano passado. Na época, o prefeito da cidade, José Augusto Gomes da Cunha, e o secretário de Planejamento, Celso Nascimento, foram afastados dos cargos durante as investigações. Conforme a Polícia Federal, com a evolução das investigações, foi verificado que algumas empresas também operavam no município de Senador Guiomard e que poderia haver ligação em operações irregulares entre as prefeituras. A polícia informou que o esquema era baseado na compra de favores envolvendo empresários regionais, funcionários públicos, advogados e vereadores da cidade. Com relação ao valor desviado com fraudes em licitações, a polícia disse que solicitou medidas judiciais para sequestro e bloqueio de bens e valores de R$ 1,2 milhão.
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