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Motoristas de ônibus param por mais de uma hora em Rio Branco

08 Outubro 2019

Sindicato denunciou atraso de pagamentos aos profissionais. Garagem foi liberada às 6h (horário do Acre). Motoristas de ônibus param por mais de uma hora em Rio Branco Arquivo
pessoal Em Rio Branco, quem precisou pegar ônibus nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (8) não conseguiu. O Sindicato dos Transportes do Acre (Sinttpac) decidiu fechar a garagem, na Via Chico Mendes, e paralisar por mais de uma hora, alegando atraso de pagamentos aos funcionários. O presidente do sindicato, Francisco Marinho, disse que essa foi uma forma de pressionar. Uma média de 90 motoristas participaram do ato, segundo o sindicato, até que a Superintendência de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) e os empresários se reunissem com a categoria. “Essa foi uma forma de pressionar as empresas, porque estamos sofrendo com alguns atrasos. Os empresários alegam muito a atividade ilegal de transporte e alguns prejuízos, mas a categoria não pode ser prejudicada”, diz Marinho. Geralmente, às 5h da manhã os primeiros ônibus já começam a circular pela capital. Mas, com o ato, os carros só foram liberados a partir das 6h. Após se reunir com representantes da RBTrans e empresários, a categoria garantiu que não pretende fazer mais paralisações. O G1 tentou contato com as empresas e a RBTrans, mas não conseguiu retorno até esta publicação. Mesmo com a liberação, muita gente teve que esperar e muito. Maria Marlene é autônoma e esperava o ônibus, que até 9h30 [horário do Acre] ainda não tinha chegado. Revoltada, ela reclamou do descaso com os passageiros. Contou ainda que o filho perdeu a hora de chegar no curso que faz. “É uma demora terrível e só nos resta aceitar essa situação, porque não adianta fazer nada, nem protesto, porque é perda de tempo. Ou aceita ou vai andar a pé, é esperar pela vontade deles [motoristas]. Somos totalmente dependentes”, disse. Maria José está atualmente desempregada, mas depende 100% do transporte coletivo da cidade. Ela diz que quando trabalhava os atrasos eram comuns. Além disso, diz que sempre que tem compromisso tenta sair com bastante antecedência. “Não era todas as vezes, mas se eu não saísse mais cedo, chegava atrasada. Fica difícil mesmo, porque dependo de ônibus”, reclama. Colaborou Quésia Melo, da Rede Amazônica Acre.

Em breve novidade aqui!!!

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