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Mais de 600 km de ramais estão sem condições de acesso no interior do AC, diz sindicato

02 Mai 2019

Deracre diz que tenta recuperar verba para manutenção dos ramais. Agricultores têm perdido produção. Mais de 600 km de ramais estão sem condições de acesso no interior do AC,
diz sindicato Arquivo/STR Um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores (STR), para avaliar as condições de acesso às comunidades rurais de Cruzeiro do Sul aponta que praticamente todos os ramais da segunda maior cidade do Acre estão em péssimas condições de tráfego. O documento foi apresentado ao governo e à prefeitura e o STR cobra que os serviços de recuperação tenham início até os primeiros dias de junho. A segunda maior cidade do Acre tem em sua malha viária uma extensão de mais de 600 quilômetros de ramais. De acordo com o presidente do STR, Francisco das Chagas Santos, há mais de 2 anos os problemas nessas estradas aumentaram e, neste ano, o acesso às comunidades rurais se tornou ainda mais difícil. “Essa nossa malha viária está toda destruída. Nos ramais que visitamos fazendo esse levantamento, a situação é de muito desconforto para os nossos produtores, haja vista que em 2017 e 2018 não teve ação que pudesse dá melhores condições de trafegabilidade e hoje, infelizmente, em todos os ramais os produtores estão sofrendo com as condições dessas estradas”, diz. O STR aponta diversos problemas que prejudicam o acesso de carros às comunidades. São muitos bueiros destruídos, atoleiros em todas as estradas, ladeiras com valas que impossibilitam a passagem de carros. O produtor rural Antônio Amorim, do Ramal 3, que fica na Vila Santa Luzia, conta que muitos agricultores perdem a produção por conta das estradas intrafegáveis. “O ramal está muito esburacado e não temos acesso. Estamos sofrendo muito. Para trazer a farinha tem que arrastar horas e horas em bois para pegar caminhão. Estamos com farinha encostada, o milho e o arroz tudo quebrado e não temos como levar para o mercado”, diz o agricultor. O presidente do sindicato alerta que é preciso que as ações tenham início o mais rápido possível, para aproveitar o período da redução das chuvas e melhorar o as condições de acesso às comunidades. “Nossa expectativa é que, no máximo, no final de maio ou início de junho tenhamos o pontapé inicial dessas ações. Tem até uma grande preocupação por parte dos presidentes de associação e tenho pedido para terem um pouco de paciência, pois estamos fazendo o impossível para que essas ações comecem o mais rápido possível”, afirma Santos. Parcerias O diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura, Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Fagner Sales, disse que o governo está tentando recuperar cerca de R$ 95 milhões em emendas parlamentares para a recuperação desses ramais, mas acredita que para este ano as obras são inviáveis. “O Deracre está tentando fazer a licitação para tentar salvar o recurso. Não vou falar que vai ser fácil conseguir este ano, conseguir executar esse dinheiro que tem. Eram R$ 92 milhões e agora, com as correções, deve estar em R$ 95 milhões e esse valor é pra compra de equipamento e manutenção de máquina, mas o governador está se antecipando e está destinando R$ 10 milhões para tentar reformar o maquinário”, disse. Sales disse ainda que a responsabilidade de ramais é das prefeituras e o governo tem tentado fazer parcerias. “Com o que o Deracre tem, não tem como trabalhar, porque só tem máquina velha, sucata, então estamos entrando em contato com as prefeituras para saber como o governo pode ajudar os municípios”, destaca.
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