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Suspeitos pela morte de três amigos em Rio Branco enfrentam júri nesta segunda (13)

13 Mai 2019

Ao menos três testemunhas de acusação e cinco de defesa devem ser ouvidas, segundo TJ-AC. Julgamento ocorre no Fórum Criminal de Rio Branco. Mãe da jovem Luana acompanha julgamento,
nesta segunda-feira (13), e pede JustiçaReprodução/Rede Amazônica Acre Mais de um ano depois, o caso dos jovens Luana Aragão, Renan Barbosa e Rafaella Santos, assassinados a tiros no Conjunto Novo Horizonte no ano passado, em Rio Branco, deve ganhar um desfecho nesta segunda-feira (13). Os três acusados de matarem os jovens enfrentam o júri popular no Fórum Criminal da Cidade da Justiça. Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), três testemunhas de acusação e cinco de defesa devem ser ouvidas durante o julgamento. Os réus Mateus Mendonça da Costa, Luiz Fernando da Costa Cruz e Lucas Freire de Lima são acusados pelo triplo homicídio. A mãe de Luana, Francisca Aragão acompanha o julgamento e espera que os réus sejam condenados a muitos anos de prisão. A mulher afirmou que, tanto a filha, como os outros dois jovens assassinados eram inocentes. “Um pedaço da minha vida e do meu coração se foi junto com ela, mas estou aqui torcendo para esse assassino pegar bastante pena. Por mim, ele nunca saía. Estou aqui porque minha filha era inocente, não era de facção nenhuma, os três morreram inocentes, igual passarinho. Eles não deviam nada para ninguém. Espero que seja feita Justiça”, disse a mãe. Emocionada, Francisca contou que, neste domingo (12), comemorado o Dia das Mães, foi muito difícil ficar sem Luana. “Chorei muito, porque ela era tudo na minha vida, era minha caçula. É demais a pessoa morrer inocente. E eles querem sair para matar mais gente, já chega”, afirmou. Rafaella Santos (à esquerda), Luana Aragão (à direita) e Renan Barbosa morreram atingidos por tiros Reprodução/Facebook Mortes O triplo homicídio ocorreu em fevereiro de 2018. Uma quarta vítima, Cleiciane Rodrigues, foi atingida com três tiros, ficou internada e foi liberada após alguns dias. A casa onde ocorreu o crime funcionava como uma boca de fumo. A informação foi confirmada pelo tenente-coronel da Polícia Militar Elissandro do Vale. Porém, as famílias das vítimas afirmam que os três não tinham envolvimento com o tráfico. No dia seguinte ao tiroteio, Rugleson Silva, de 23 anos, foi morto em um confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). De acordo com a Polícia Civil, o homem teria roubado e dirigia a caminhonete usada pelo atirador que matou os três jovens. Cristina Reis seria testemunha do triplo homicídio no Conjunto Novo Horizonte e foi assassinada a tiros Reprodução Família ameaçada e testemunha morta Em reportagem publicada no último dia 1 de maio, o assistente de acusação, advogado Armysson Lee, revelou que a família de Luana Aragão tem recebido ameaças. Além da família da jovem, testemunhas do crime também foram ameaçadas. “Uma testemunha foi assassinada, foi gravado um vídeo e vamos levar a gravação que a família captou. As testemunhas estão sendo ameaçadas, foram na delegacia e logo depois a menina morreu”, contou Lee. Conforme o assistente, Cristina Reis de Souza, morta a tiros em janeiro deste ano na Rua do Futuro, bairro Taquari, estava na casa onde ocorreu o triplo homicídio e era testemunha do crime. Cristina e o cunhado Fernando Nascimento da Silva, que também foi morto, estavam em frente de casa quando os criminosos chegaram e atiraram. “São cinco testemunhas. Pedi a proteção das testemunhas devido as ameaças”, frisou o advogado. Colaborou a repórter Quésia Melo da Rede Amazônica Acre.
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