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Juntos, acusados de matar adolescentes durante festa no AC pegam mais de 200 anos de prisão

14 Mai 2019

Júri popular durou mais de sete horas, nesta segunda-feira (13). Luana Aragão, Renan Barbosa e Rafaella Santos, foram assassinados no ano passado. Mãe da jovem Luana acompanhou julgamento, nesta
segunda-feira (13), e disse que ficou satisfeita com a pena dada aos réus Reprodução/Rede Amazônica Acre Após 13 horas de julgamento, Mateus Mendonça da Costa, Luiz Fernando da Costa Cruz e Lucas Freire de Lima, acusados da morte de três jovens no ano passado, foram condenados a mais de 210 anos. Cada réu levou uma pena de 71 anos, sete meses e seis dias e não vão ter direito de recorrer em liberdade. Além disso, cada um vai ter que pegar 20 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo. Os jovens Luana Aragão, Renan Barbosa e Rafaella Santos foram assassinados a tiros no Conjunto Novo Horizonte em fevereiro do ano passado, em Rio Branco. O G1 não conseguiu contato com as defesas dos réus. O júri popular ocorreu nesta segunda-feira (13) no Fórum Criminal da Cidade da Justiça. Oito testemunhas foram ouvidas, sendo cinco da defesa e três de acusação. Os três acusados foram condenados por homicídio qualificado contra as três vítimas, além de tentativa de homicídio contra duas pessoas, roubo qualificado e organização criminosa. A mãe de Luana, Francisca Aragão afirmou que a família ficou satisfeita com a pena dos réus, mas lamentou nunca mais poder ver a filha. Ela voltou a falar que os três jovens mortos eram inocentes. “Acompanhamos o julgamento até o final. Eles vão passar mais de 70 anos presos e vão sair um dia. As mães, os irmãos, as mulheres vão poder vê-los. E eu, que nunca mais vou poder ver minha filha? Por mim, eles nunca mais sairiam do presídio, mas está bom”, disse a mãe. Rafaella Santos (à esquerda), Luana Aragão (à direita) e Renan Barbosa morreram atingidos por tiros Reprodução/Facebook Mortes O triplo homicídio ocorreu em fevereiro de 2018. Uma quarta vítima, Cleiciane Rodrigues, foi atingida com três tiros, ficou internada e foi liberada após alguns dias. A casa onde ocorreu o crime funcionava como uma boca de fumo. A informação foi confirmada pelo tenente-coronel da Polícia Militar Elissandro do Vale. Porém, as famílias das vítimas afirmam que os três não tinham envolvimento com o tráfico. No dia seguinte ao tiroteio, Rugleson Silva, de 23 anos, foi morto em um confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). De acordo com a Polícia Civil, o homem teria roubado e dirigia a caminhonete usada pelo atirador que matou os três jovens. Família ameaçada e testemunha morta Em reportagem publicada no último dia 1 de maio, o assistente de acusação, advogado Armysson Lee, revelou que a família de Luana Aragão tem recebido ameaças. Além da família da jovem, testemunhas do crime também foram ameaçadas. “Uma testemunha foi assassinada, foi gravado um vídeo e vamos levar a gravação que a família captou. As testemunhas estão sendo ameaçadas, foram na delegacia e logo depois a menina morreu”, contou Lee. Conforme o assistente, Cristina Reis de Souza, morta a tiros em janeiro deste ano na Rua do Futuro, bairro Taquari, estava na casa onde ocorreu o triplo homicídio e era testemunha do crime.
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