-->

Dos 24 museus listados no Acre, nove estão fechados e três precisam de revitalização

18 Mai 2019

Levantamento do G1 mostra a situação em que se encontram os 24 museus do Acre cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Museu em Cruzeiro do Sul está
de portas fechadas e aguarda reforma Mazinho Rogério/G1 Metade dos museus do Acre listados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estão fechados à espera de uma revitalização, da conclusão de uma obra, ou por falta de pessoal para cuidar. Com 22 cidades, o estado tem 24 museus cadastrados no instituto. Dos outros 12 restantes, um foi desativado, três unificados, seis estão abertos e dois o G1 não conseguiu informações. Embora no Ibram existam 24 museus cadastrados, segundo os órgãos responsáveis pelos locais no Acre, há no estado, de fato, 21 museus. Neste sábado (18), quando se comemora o Dia Internacional dos Museus, o G1 fez um balanço de como estão esses espaços. A capital Rio Branco possui a maioria dos espaços, um total de 15 museus. Em 2015, um estudo feito pelo G1 mostrou que o Acre é uma exceção entre os estados do Norte, porque tem o índice mais baixo que a média nacional, que é um museu para cada 33,4 mil pessoas. A lista dos espaços inclui uma biblioteca, laboratórios de pesquisa da Universidade Federal do Acre (Ufac), a casa onde o seringueiro e ambientalista Chico Mendes foi assassinado, em Xapuri, e um acervo com objetos, fotografias e bibliografia sobre o chá ayahuasca, e até um parque nacional. Biblioteca está fechada aguardando reforma, segundo o governo Alcinete Gadelha/G1 Capital acreana Entre os espaços listados em Rio Branco, a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) confirmou que a Biblioteca da Floresta, o Palácio Rio Branco, atualmente sob o comando da Casa Civil, Museu da Borracha e o Memorial dos Autonomistas e Teatro Hélio Melo estão abertos e recebem visitas do público. Porém, a biblioteca precisa de revitalização e no Museu da Borracha ainda é preciso concluir a reforma iniciada no ano passado. Mesmo com a obra incompleta, o museu abriu ano passado após quatro ano anos fechado para reforma. É necessário terminar a reforma iniciada no Museu da Borracha em Rio Branco Alcinete Gadelha/G1 “A biblioteca em si está boa, mas o sistema de ventilação e refrigeração não presta, que era uma central grande e dizem que nunca funcionou e colocaram um sistema com outros ares-condicionados paralelo que supre a demanda. Tem o problema de envelhecimento, vazamento, infiltração”, falou o diretor da FEM, Francisco Generozzo. Sem recursos, o diretor explicou que a atual gestão tenta conseguir dinheiro para revitalizar os espaços culturais para que sejam reabertos ao público. “A biblioteca ia para licitação já tem dois anos. Então, a demanda de necessidade em dois anos aumentou muito, o orçamento triplica. Onde montaram R$ 700 mil hoje precisa de R$ 1,5 milhão. Tínhamos R$ 700 mil para arrumar a biblioteca, mas os engenheiros falaram que hoje não se faz essa obra com menos de um milhão e meio”, explicou Generozzo. Outro espaço cultural que precisou fechar as portas por falta de reforma foi a Casa Povos da Floresta, que fica no Parque da Maternidade. Generozzo contou que a fiação do local foi furtada recentemente e o governo também não possui recurso para a obra. Casa de Memória Daniel está sendo reformada em Rio Branco Rosana Oliveira/Arquivo pessoal Sob os cuidados da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), o Parque Urbano Capitão Ciríaco tem características de um seringal localizado na zona urbana. O parque possui diversas seringueiras, tem uma casa de defumação de borracha com um seringueiro que recebe alunos e visitantes. Mesmo assim, o parque está aberto parcialmente. “Esse ano restauramos todo o trapiche de entrada, voltamos a ter a casinha de defumação de borracha e até o final do ano vamos ter um chapéu de palha para receber os estudantes. A obra é feita por etapas, estamos em busca de recurso para reformar todas as casinhas. Está parcialmente aberto”, complementou o diretor da FGB, Sérgio de Carvalho. Museu da Ufac também aprece em lista Nattércia Damasceno/Ufac Museu Ufac A lista mostra ainda o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas, Museu de Paleontologia, Museu Universitário da Ufac e Parque Zoobotânico como o Museu da Universidade Federal do Acre (Ufac). O diretor do Museu Universitário, Gerson Albuquerque, explicou que os espaços foram unificados em 2008, com exceção do Parque Zoobotânico, que é visitado pela população. Albuquerque falou que havia o planejamento de montar todo o museu no prédio do Colégio Aplicação, no Centro de Rio Branco. A escola passaria a funcionar dentro da Ufac. Porém, com o corte nos recursos para a educação, o diretor disse que não sabe se vai ser possível fazer a mudança “Esperamos que a gente consiga estar naquele espaço. Por enquanto, funciona na Ufac. A gente queria mudar esse ano, mas teve esse corte de verbas e acabou suspendendo a obra do Colégio de Aplicação. Não temos como mudar o colégio enquanto não terminar a obra”, frisou Albuquerque. Xapuri Na cidade do município tem quatro museus cadastrados no instituto. Entre eles está a Casa Chico Mendes, local onde o seringueiro e ambientalista foi assassinado em dezembro de 1988. No mesmo espaço também funciona a Fundação Chico Mendes. A residência pertence a família de Mendes, mas tinha um contrato com o governo do estado para ficar aberta ao público. Esse contrato encerrou em 2018 e o espaço está fechado atualmente. "Não está funcionando porque não tem ninguém pra abrir e manter. A manutenção da casa a gente dá. Acabou o contrato que mantinha a casa aberta de segunda a segunda", revelou Elenira Mendes, filha do seringueiro. Há ainda o Museu Casa Branca e o Museu de Xapuri. Os dois locais contam a história da cidade desde a fundação aos dias atuais, sendo que o Museu Xapuri funciona no local onde era a antiga prefeitura do município. Os dois espaços estão fechados por falta de reforma. Casa Chico Mendes está fechada após fim do contrato entre a família e o governo do Acre Caio Fulgêncio/G1/Arquivo Sena Madureira Em Sena Madureira também existe um museu com o mesmo nome da cidade. O local tem painéis que falam da história da fundação, além de contar com uma exposição com objetos da cultura do município. Assim como os demais, o espaço também precisa de revitalização e está com as portas fechadas. Em Porto Acre, há uma pequena sala que guarda detalhes da história Tácita Muniz/G1/Arquivo Porto Acre A cidade de Porto Acre tem uns bens arquitetônicos mais antigos da cidade: A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, que é a padroeira do município. O prédio foi transformado em Sala Memória de Porto Acre pelo Departamento do Patrimônio Histórico. Os painéis exibidos pelo espaço relembram a história da Revolução Acreana, mas o local também aguarda recursos para revitalização. Cruzeiro do Sul O Parque Nacional Serra do Divisor e o Museu e Memorial José Augustoe Teatro Joséde Alencar estão localizados em Cruzeiro do Sul, também no interior do Acre. O parque nacional é coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A área de conservação tem mais de 843 mil hectares e fica localizada na fronteira do Brasil com o Peru. O local recebe visitas diariamente. Já o Museu de Cruzeiro do Sul, como está cadastrado no Ibram, segue a lista dos espaços culturais que esperam de portas fechadas uma reforma. Sem revitalização, museu de Cruzeiro do Sul está há mais de três anos de portas fechadas Mazinho Rogério/G1 Confira a lista: Museus do Acre cadastrados no Ibram
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree