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PM que matou mulher em acidente no Acre ainda não foi ouvido pelo delegado

31 Mai 2019

Policial militar e marido de Silvinha Pereira devem ser os últimos ouvidos pelo delegado Fabrízzio Sobreira. Acidente ocorreu no último dia 18, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco
Acidente ocorreu na Estrada Dias Martins, em Rio Branco, e resultou na morte de uma mulher Janine Brasil/G1 A Polícia Civil já ouviu mais de dez pessoas sobre o acidente de trânsito com o policial militar Alan Martins e que resultou na morte de Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos. A batida ocorreu no último dia 18, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco. Silvinha estava em uma motocicleta com o marido José da Silva, quando foi atingida pelo carro do policial. Os três ficaram feridos e foram levados para o Hospital de Urgência e Emergência (Huerb), mas a mulher não resistiu e morreu. Ao G1, o delegado responsável pelo caso, Fabrízzio Sobreira, falou que nem Silva e nem o policial foram ouvidos sobre o acidente. Segundo ele, a maioria das testemunhas são policiais que passaram no local ou atenderam as ocorrência. “É um número grande de policiais. Já escutamos boa parte, foram muitas pessoas envolvidas, que passaram pela delegacia. Falta ouvir algumas testemunhas, aguardar a perícia e chegar a uma conclusão”, falou. Sobreira confirmou que os últimos que devem ser ouvidos serão o policial e o marido da mulher. Ele afirmou que a investigação está avançada e, possivelmente, vai ser concluída dentro do prazo, que é 30 dias. “Depois de todas as provas aí sim, que é um interrogatório bem pontual e específico com relação ao evento. O marido também vai ser um dos últimos a ser ouvido. Está tudo encaminhado de instrução, falta pouco para concluir”, avaliou. Velocidade No dia do acidente, a Polícia Militar do Acre (PM-AC) chegou a falar que o policial teria perdido o controle do carro antes da batida. Sobre isso, o delegado falou que não teve essa informação ainda, mas que não pode comentar o que a PM falou sobre o que aconteceu. “Não solicitei perícia no carro, estamos periciando as circunstâncias, quero saber qual a velocidade, o porquê da velocidade e circunstâncias. Lá na frente vou avaliar se será necessário”, acrescentou. O delegado revelou também que pediu urgência e prioridade no resultado da perícia feita no local da batida. De acordo com ele, a velocidade que o PM seguia no dia do acidente é muito importante para concluir o caso. “Espero a perícia técnica do local do evento, vai ser muito importante para mim e elucidativa. Até para saber qual a velocidade que ele trafegava na via, que é de uma velocidade controlada de até 50 quilômetros por hora e temos ponto de radares”, concluiu.
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