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Acre quer ampliar monitoramento da qualidade do ar com instalação de 30 sensores

05 Junho 2019

Monitoramento é feito desde 2000. Agora deve deve ter o trabalho ampliado e pode ser acompanhado em tempo real, por qualquer pessoa através do celular ou computador. Sensores
mostram em tempo real a qualidade do arReprodução Rede Amazônica A instalação de 30 sensores em todo estado do Acre deve garantir a ampliação do monitoramento da qualidade do ar no estado. A ampliação é fruto de uma parceria entre Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria de Meio Ambiente (Semeia). O monitoramento já é feito desde 2000 e agora deve ter o trabalho ampliado e pode ser acompanhado em tempo real por qualquer pessoa através do celular ou computador. "Temos a grata surpresa de ter o apoio do MPF nesse processo e vamos poder monitorar o estado todo através dos sensores que vem sendo instalados. Começamos com dois, a partir de iniciativa de pesquisadores locais, e agora, vamos ter mais de 30, que vão nos dar condições muito melhores de monitorar a qualidade do ar", disse Vera reis , diretora executiva da Semeia. Por iniciativa de dois pesquisadores, foram instalados dois aparelhos que monitoram a qualidade do ar, inicialmente. Um deles está na Universidade Federal do Acre (Ufac) e é utilizado, principalmente, para pesquisas acadêmicas. Já o outro está em Cruzeiro do Sul. O monitoramento é feito no período de estiagem e vários fatores são analisados para saber se o ar que é respirado está dentro das normas exigidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com Vera, a secretaria repassa os dados para 42 instituições que fazem parte da comissão estadual da gestão de risco. "Quando a situação se agrava, nós elaboramos um informativo, que é um aviso para as instituições que cuidam da temática para que eles possam fazer a tomada de decisão", disse Vera. Aviso à população Com os sensores e o monitoramento em tempo real, a população dever ser avisada sobre a qualidade e pode tomar medidas que evitem o agravamento em casos de doenças respiratórias, por exemplo. Para quem sofre com problemas respiratórios, a situação fica um pouco pior. A enfermeira Ana Cristina diz que tem problema de rinite alérgica e, com esse tempo mais seco, desenvolve outros problemas respiratórios. "Também as crianças sofrem muito. Principalmente quem tem filhos em casa. Eles reclamam muito", disse. O estudante Igor Mumbach diz que todos o anos vê a situação da mãe que tem asma ser agravado. "Começa com os sintomas clássicos: seca o nariz, ardência nos olhos e gripe aumenta. Minha mãe tem asma e todo ano começa as queimadas e piora muito", descreve. Relatório do MPF Um relatório do Ministério Público Federal solicitou que as secretarias de Meio Ambiente de todos os estados do Brasil apresentassem informações sobre a situação atual das redes que possuem para monitorar a qualidade do ar. No final do prazo do levantamento, apenas 16, dos 27 estados responderam. O Acre foi um dos que não apresentou as informações. Apesar de já ter o sistema funcionando. "Provavelmente foi falta de informação ou de conhecimento de quem recebeu a mensagem, de não ter dado esse retorno tão importante ao MPF. A gente sente muito", disse Vera. Segundo o relatório, a falta de monitoramento afeta o conhecimento sobre as condições do ar que o brasileiro respira. Sem essas informações, não é possível ter controle sobre os efeitos negativos da poluição do ar, na saúde da população. Monitoramento da qualidade do ar deve ser ampliado com aquisição e instalação de sensores
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