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Acre tem uma média de 500 pacientes em tratamento contra cardiopatia, diz especialista

17 Junho 2019

Dia Mundial de Conscientização da Cardiopatia Congênita foi celebrado no último dia 12. Nos seis primeiros meses, casal de médicos especializados na doença atenderam 300 pacientes. Sofia nasceu
com cardiopatia congênita, mas o problema foi descoberto ainda na gravidez Reprodução/Instagram O Acre tem uma média de 500 pacientes em tratamento com algum tipo de cardiopatia. O dado é da cardiologista Melissa Ribera, que atende, juntamente com o marido Ricardo Ribera, pacientes com a doença no estado. Os dois são referência no estado. No último dia 12 foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Cardiopatia Congênita. Além da cardiopatia congênita, há o tipo que foi adquirida ao longo da vida, seja pela febre reumática, doença de Kawasaki ou pela miocardites. A pequena Sofia é uma das paciente que tratam a doença no estado. A menina foi diagnosticada com cardiopatia congênita ainda durante a gravidez e o parto precisou ser feito em São Paulo. A mãe da criança, Thamiris Oliveira, conseguiu descobrir que a filha tinha a doença através do ecocardiograma fetal, feita na criança ainda durante a gravidez. Porém, nem toda gestante passa pelo exame, porque precisa solicitar ao médico o procedimento. "Não é obrigatório no pré-natal, mas estamos percebendo que cada vez mais está nascendo criança com cardiopatia. Queremos alertar ás mães que peçam aos obstetras o exame. Se não, acabam que crianças que precisam de cirurgia logo após o nascimento e aqui no estado não tem essa disponibilidade de recurso", lamentou. Dados Segundo Melissa, cerca de 1% da população tem a doença e não sabe. Em seis meses, Melissa e o marido, os únicos que atendem os pacientes da doença no estado, atenderam 300 pacientes no estado. “Existem alguns tipos: que é congênita, uma má formação congênita que pode estar associada a outras más formações, como a síndrome de Down; temos algumas associadas a prematuridade e ao nascimento de filhos com mães que têm diabetes durante a gravidez; temos cardiopatia secundária arritmia e cardiopatia adquirida”, reforçou. Ação Para conscientizar a população sobre a doença, está marcada uma ação no dia 13 de julho na Universidade Federal do Acre (Ufac). Segundo a médica, a ação visa também conversar e instruir familiares para o reconhecimento da doença em crianças "Através do ecocardiograma fetal é possível o diagnóstico ainda na gestação. Após o nascimento, o diagnóstico pode ser feito pelo exame físico pediátrico na maternidade, pode ser feito também pelo teste do coraçãozinho e é importante também a conscientização da cardiopatia para o reconhecimento dos familiares de cardiopatia em crianças", complementou.
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