Quarta, 19 Junho 2019 18:44

Cachorro é resgatado após ser deixado só em apartamento sem comida e água por duas semanas no AC


Denúncia foi feita por um dos proprietários do local, que fica no bairro Aeroporto Velho, em Rio Branco. Voluntárias da ONG Patinha Carente levaram animal para clínica veterinária.
Animal que estava preso em apartamento é resgatado por voluntários de ONG de Rio Branco Uma denúncia levou voluntárias a resgatarem um cachorro que estava sozinho dentro de um apartamento do bairro Aeroporto Velho, em Rio Branco. Segundo as voluntárias, o animal estava sem comida e água há mais de duas semanas. O animal foi levado para uma clínica veterinária da capital acreana, onde é atendido e medicado. O resgate foi feito por voluntárias da ONG Patinha Carente, no início da tarde desta terça-feira (18). Ao G1, a irmã do dono do animal, que fez a denúncia de maus-tratos, disse que o rapaz passava o dia fora de casa, mas voltava durante a madrugada. Porém, segundo ela, há cerca de três semanas que ele não retorna para casa. “Pertence ao meu irmão mais novo e proibia a gente de pegar no cachorro, que ficou muito agressivo com a gente. Foi embora e abandonou o cachorro. A gente sempre colocava comida pela janela, mas chegou ao ponto do cachorro querer me morder”, afirmou. Animal foi encontrado desidratado e magro por equipe da ONG Patinha Carente Reprodução Ainda segundo a moradora, o animal tem cerca de seis meses e sempre foi criado preso dentro do apartamento do dono. “Chamei meu irmão, que arrombou a porta do quarto e tiramos ele de dentro. Minha casa é embaixo e o apartamento fica na parte de cima. É [herança] de família, tem o quarto dele e criou o cachorro dentro do quarto, pegou ele bem pequeno”, contou. Resgate A servidora pública Luécia Carvalho explicou que o animal não consegue comer porque o estômago está fragilizado. De acordo com ela, o cão não tinha comida e nem água no local. “Levamos ele para clínica e está sendo medicado Não consegue comer normalmente por entrar em convulsão, o estômago não tem mais resistência para comer, apesar de ter muita fome”, lamentou. Ao receberem a denúncia, as voluntárias se mobilizaram para conseguir um apadrinhamento, já que a ONG não tem condições de custear as despesas. Luécia afirmou que a ONG tem uma dívida de R$ 16 mil com clínicas veterinárias do estado. “Como não estamos podendo custear os tratamentos, procuramos um apadrinhamento. Uma pessoa se prontificou a pagar o tratamento dele, só não pode ficar com ele, mas disse que poderíamos levar para uma clínica”, Além da servidora pública, o resgate contou com a ajuda das voluntárias Júlia Vitória e Gessi Holanda. Agora, a equipe tenta conseguir um lar para o animal quando sair da clínica. “Estamos procurando uma adoção para ele porque não temos onde colocá-lo quando sair da clínica. Ninguém se prontificou para adotá-lo”, frisou.
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