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Vacinas contra a meningite são disponibilizadas na rede pública do Acre, destaca profissional

25 Junho 2019

Coordenadora Helena Catão falou sobre as vacinas durante o bate papo do G1 Acre, desta segunda-feira (24). Acre tem sete casos confirmados de meningites. Coordenadora Helena Catão falou
sobre as formas de prevenção da meningite Reprodução Durante o bate papo do G1 Acre, nesta segunda-feira (24), a coordenadora da Área Técnica das Meningites do estado, Helena Catão, tirou algumas dúvidas sobre os casos de meningite registrados no Acre. Uma das principais dúvidas é sobre qual vacina contra a doença é disponibilizada na rede pública e quem pode tomar. O número de casos confirmados subiu para sete este ano, segundo dados do Departamento Estadual de Vigilância em Saúde. Desde janeiro deste ano até o último sábado (22), foram notificados 29 casos da doença no estado. Sobe para sete o número de casos de meningite no Acre em 2019, aponta Saúde A profissional falou que a meningite é causada por diversos agentes etiológicos. Porém, os casos mais comuns são de meningite bacteriana e, dentro desse grupo, há outros três tipos da doença. "Tem a meningite causada por Neisseria, que chamamos de meningocócica; tem a meningite causada por pneumocócicos e tem as meningites causadas por haemophilus influenzae", descreveu. Bate-papo do G1: Saúde faz ações em cidades onde casos de meningite foram registrados Vacinas A coordenadora explicou que o Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza quatro vacinas contra as meningites bacterianas, que são as mais comuns e também mais preocupantes. Entres elas estão: Meningite meningocócica C : protege contra as meningites causadas pelas Neisseria meningitidis sorogrupo C Pneumocócica 10 (VPC10): previne contra a meningite causada pela bactéria pneumococo Pentavalente: imuniza contra as meningites por Haemophilus influenzae BCG: previne a criança das meningites causadas por tuberculose "O ideal é que na rotina de vacinação, a mãe leve nas datas e faixas etárias corretas para a criança estar recebendo a vacina. Se surgir um caso [da doença], não é para correr e levar para vacina, tem que fazer uma análise da caderneta, se está com as vacinas do filho em dia, se tem dúvida que vacinou ou não, vai até uma unidade de saúde para o profissional fazer essa análise e aí se for necessário faz a vacinação", orientou Helena. Helena ressaltou ainda que algumas vacinas a criança toma logo nos primeiros dias de vida, como é o caso da BCG. Outras são tomadas antes e depois de um ano. "A gente orienta que as pessoas procurem, principalmente as crianças porque são indicadas pra faixa etária infantil e a meningocócica C para os adolescentes de 11 a 14 anos, manter a caderneta de vacinação em dia", ressaltou. Vacinação em adultos Outro ponto questionado durante o bate-papo foi a possibilidade de imunização em adultos. A profissional acrescentou que algumas clínicas vendem as vacinas para adultos. Ela não citou valores, mas afirmou que os preços costumam ser caros. "As vacinas contra as meningites, dependendo do agente etiológico, tem um esquema vacinal diferenciado. Geralmente tem as doses de esquema básico, que toma menor de um ano, e tem um reforço a partir de um ano. Depois disso não se indica mais reforços, a imunidade perdura por muito tempo, mas ao longo da vida tem uma queda na titulação de anticorpos. Mas, isso não quer dizer vai ficar totalmente desprotegido", frisou. A rede privada oferece vacinas para os tipos A, B, C, W e Y. Geralmente, as vacinas são dadas de duas formas: uma vacina conjugada, que como o nome diz, cobre os tipos A, C, W e Y. E uma vacina para o tipo B. Cobertura A coordenadora acredita doenças imunopreveníveis, como meningite, caxumba, entre outras registradas recentemente no estado acreano, voltaram a aparecer devido a baixa cobertura vacinal nos últimos anos. Para ela, as campanhas antivacinas têm ganhado proporções nas redes sociais e influenciado os pais. "Se estivéssemos com coberturas vacinais adequadas, principalmente para crianças menores de um ano, seria uma forma de proteção mais eficaz. Tem todo um contexto envolvido, a população tem deixado de vacinar, esses movimentos antivacinas têm ganhado uma proporção, e temos que combater isso, enquanto profissional de saúde, pelas importância que as vacinas têm para prevenir essas doenças", aconselhou. Entenda a meningite Arte/G1/Arquivo
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