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Polícia suspeita que adolescente que sumiu em rio no AC foi vítima de homicídio

04 Julho 2019

Airysson de Souza, de 15 anos, está desaparecido desde 9 de junho, quando brincava com amigos no Rio Xapuri. Delegado diz que suspeita é que colegas tenham envolvimento da
morte do rapaz. Airysson Adriel de Souza, de 15 anos, está desaparecido desde o dia 9 de junho depois que pulou no Rio Xapuri Arquivo pessoal A Polícia Civil do Acre ainda não concluiu o inquérito que investiga o desaparecimento do adolescente Airysson Adriel de Souza, de 15 anos, no último dia 9 de junho. O rapaz sumiu enquanto nadava com um grupo de amigos no Rio Xapuri, na cidade de mesmo nome, no interior do Acre. O adolescente sumiu depois de sair de casa por volta das 11h de domingo para fazer compras em um mercado de uma parente e não retornou. O desaparecimento do menino só foi informado aos bombeiros no final da tarde do dia 10 de junho. Equipes do Corpo de Bombeiros fizeram buscas pelo garoto por três dias, sendo que no dia 11 de junho foi feito mergulho e nos dias 12 e 13 de junho, buscas superficiais. Por conta do protocolo da corporação, a procura pelo adolescente foi suspensa no dia 14 de junho. O delegado responsável pelo caso, Alex Danny, disse ao G1 que a polícia descartou a possibilidade do menino ter se afogado sozinho de forma acidental no rio. Segundo ele, a nova linha de investigação é de que ele tenha sido vítima de um homicídio e que os colegas que estavam com ele no rio tenham envolvimento. “A gente excluiu a questão do afogamento simples e passou para essa situação do homicídio ou culposo, no caso de uma brincadeira de afogar e mataram sem querer, ou se mataram querendo. Mas, ainda temos que ouvir mais pessoas para formar essa convicção do que, de fato, aconteceu”, disse o delegado. Ao menos oito testemunhas já foram ouvidas, entre elas crianças e adolescentes com idades de 9 a 15 anos. Vídeos de câmeras de segurança de comércios que ficam perto do rio estão auxiliando na identificação das pessoas que estavam com o adolescente no dia do desaparecimento. “As imagens mostram o momento em que eles sobem o barranco. E o estado de agitação deles revela que aconteceu alguma coisa ali. Alguns voltam para olhar o rio como se tivesse procurando alguma coisa. Então, foram essas imagens que nos ajudaram a ir para essa linha de investigação e identificar quem, de fato, esteve no local”, afirmou Danny. O irmão do adolescente, Sávio Ravel, disse que a família acompanha a investigação e que aguarda que a verdade venha à tona. “A gente procura não se meter muito para não atrapalhar. O que tortura mais é não saber ao certo o que aconteceu. Então, a gente fica na espera da Justiça”.
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