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Quarta, 17 Julho 2019 16:46

Com prisão decretada, falso médico que atendia no AC segue escondido há mais de 4 meses


Homem usava CRM de outro médico para fazer consultas no interior do Acre. Defesa diz que ele só vai se entregar quando pedido de prisão for suspenso. Justiça
do AC nega Habeas Corpus a homem que exercia a medicina de forma ilegalDivulgação/TJ-AC Há mais de 4 meses escondido para não se entregar à polícia, Manoel Pereira da Silva Júnior, suspeito de exercer de forma ilegal a medicina, teve o pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Acre. Ele teve a prisão preventiva decretada em fevereiro deste ano por estelionato, em Sena Madureira. Na época, a casa dele foi alvo de busca e apreensão, mas ele conseguiu fugir e se mantém escondido tentando derrubar a decisão da prisão. De acordo com o processo, o suspeito estava utilizando o nome e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de outro médico e fazia consultas particulares e também no serviço público. Júnior é formado em medicina na Bolívia, mas não possuía a autorização para atuar como médico. O advogado Rodrigo de Araújo, que defende o suspeito, diz que ele não tem intenção de se entregar até ter o pedido de liberdade aceito. Araújo destaca ainda que considera a prisão preventiva desnecessária, já que existe a intenção de colaborar. Um novo pedido de HC, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi protocolado para suspender o mandado de prisão e garantir que ele responda em liberdade. “A gente nem está entrando no mérito do que aconteceu. Mas, a pena dele vai ser pequena e, provavelmente, ele vai ficar no regime semiaberto. Então não tem necessidade dessa rigidez de colocar ele preso preventivamente. Além da pena ser pequena [de 6 meses a 2 anos], até hoje não foi aberto processo propriamente dito”, disse. O advogado disse ainda que Júnior pensa em colaborar com a Justiça, desde que não precise ser preso para que faça isso. “Suspendida a ordem de prisão, ele no outro dia, imediatamente, vai comparecer à delegacia de Sena Madureira e vamos prestar todos os esclarecimentos necessários”, finaliza.
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