Quinta, 25 Julho 2019 08:31

Mais de 660 pessoas morreram vítimas de hepatite no AC em menos de 20 anos, aponta estudo


Quando associada a outras causas, número de mortes por hepatite chegam a 960 em todo o estado, entre 2000 e 2017, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Mais de
660 pessoas morreram vítimas de hepatite no Acre em 17 anos, aponta estudo Divulgação Pelo menos 667 pessoas morreram no Acre vítimas de hepatites virais entre os anos 2000 e 2017, segundo dados divulgados, na segunda-feira (22), pelo Ministério da Saúde. Quando a causa da morte foi hepatite associada a outros fatores, o número de mortes sobe para 960, conforme o levantamento. Entre os anos de 2000 e 2018, o Acre registrou 15.354 casos de hepatites virais, segundo os dados. O maior foi do tipo B, com 8.069, em seguida a do tipo A, com 4.571, a hepatite C, com 1.701 e D com 1.013 casos. Conforme dados da Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (DISTs), mais de 10 mil pacientes fazem tratamento contra algum tipo de hepatite em todo o estado do Acre. O levantamento mostra que a hepatite C foi a maior responsável do maior número de mortes durante os 17 anos, sendo a causa básica da morte de 293 pessoas e a causa associada em outras 145 mortes, totalizando 438 ocorrências nesse período. A hepatite B também causou um número elevado de óbitos no período analisado pelo Ministério da Saúde. Segundo os dados, a doença foi a única responsável pela morte de 274 pessoas e, associada a outros fatores, chegou a matar 380 pacientes. As hepatites virais dos tipos A e D foram as que causaram um número menor de mortes no estado dentro do período. Enquanto a do tipo D foi única responsável por 80 mortes e a causa associada de 119 mortes. A hepatite A foi a única causa de 20 óbitos e a razão associada da morte de três pessoas. O infectologista Alan Areal explica que os outros fatores associados que causam as mortes são a cirrose hepática e o câncer de fígado que, segundo ele, é uma evolução natural, caso as hepatites não sejam tratadas. “Por isso a importância do paciente fazer o acompanhamento com especialista, no caso, o infectologista e fazer o uso do tratamento conforme cada hepatite. Sabendo que a hepatite B, C e D são as três principais que acabam acometendo o fígado e levando à cronicidade, ou seja, a evolução para cirrose é inevitável se o paciente não for tratado a tempo, podendo inclusive chegar a desenvolver o câncer de fígado”, afirmou o especialista. Tipos de hepatites A hepatite A é transmitida por meio de água e alimentos contaminados por fezes ou pelo contato da mão suja de fezes com a boca. Já as hepatites B e C são transmitidas por meio do sexo sem proteção e no compartilhamento de seringas, agulhas ou qualquer outro objeto cortante ou perfurante. A hepatite D também é transmitida pelo sangue e, da mesma maneira que os vírus B e C, exige cuidado com o compartilhamento de objetos, como escovas de dentes, seringas, depiladores e barbeadores portáteis. No caso das hepatites B e D, a transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação. Hepatite Arte/G1 Prevenção De acordo com o Governo Federal, a vacina para hepatite A está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo oferecida no calendário nacional de vacinação para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos. A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Na criança, é dada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos, que não se vacinaram na infância, são três doses. A hepatite C acomete, principalmente, os adultos acima de 40 anos. O tratamento com os antivirais de ação direta encontra-se disponível no SUS desde 2015 e apresenta taxa de cura superior a 90%. A hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa e, como o vírus precisa do outro tipo para reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B, inclusive com a vacinação contra a hepatite B.
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