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Rio Branco é a segunda capital com maior número de mulheres obesas, aponta Vigitel

25 Julho 2019

Dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde. Rio Branco fica atrás apenas do Rio de Janeiro. Rio Branco é a segunda capital com maior número
de mulheres obesas, apontas Vigitel Reprodução/Rede Amazônica Acre A capital acreana aparece no ranking, divulgado pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), como a segunda capital do país com o maior percentual de mulheres obesas, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde, que informou que 1.461 pessoas foram entrevistadas por telefone entre janeiro e dezembro do ano passado. Deste total, 524 dos entrevistados eram homens e 937 mulheres. A pesquisa aponta que a frequência de mulheres adultas obesas em Rio Branco é de 23%, ficando atrás apenas da capital carioca, que possui 25% do público feminino com obesidade. Já entre os homens, esse percentual cai para 19%. A Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) mantém um programa de obesidade e qualidade de vida, que faz cirurgias bariátricas em pacientes obesos no estado. Devido à mudança de gestão, esses procedimentos estavam parados desde abril do ano passado. Mais de 100 pacientes Mas, neste ano, a unidade já atendeu 126 pacientes que devem passar pela cirurgia de redução de estômago. “O programa funciona com encaminhamento médico para cirurgia bariátrica. O paciente é atendido por uma equipe multidisciplinar para que passe pelo procedimento”, diz a coordenadora do programa, Alessandra Oliveira. Toda semana, às terças-feiras, uma palestra é dada a esses pacientes no auditório da Fundhacre. Ultimamente, esse programa está voltado apenas para pessoas com quadro de obesidade e não mais excesso de peso. Questionada sobre a taxa de obesidade ser maior entre as mulheres, a psicóloga diz que não há nada comprovado cientificamente sobre isso, mas acredita-se que a composição corporal e hormonal influencie nesse quadro. Além disso, Alessandra destaca que também, na pesquisa, foram mais ouvidas mulheres do que homem. “Acreditamos que isso aconteça por questão da formação corporal. A questão é mais de hormônios, que, além de serem diferenciados, ainda temos a menopausa. Temos útero, damos de mamar, então estão estudando se os hormônios têm algum peso nisso, mas, cientificamente, não há nada comprovado”, enfatiza. No conjunto das 27 cidades, a frequência de adultos obesos foi de 19,8%, sendo ligeiramente maior entre as mulheres (20,7%) do que entre os homens (18,7%). A frequência de obesidade aumentou com a idade até os 44 anos para homens e até os 64 anos para mulheres. Em ambos os sexos, a frequência de obesidade diminuiu com o aumento do nível de escolaridade, de forma notável para mulheres. Excesso de peso Já quando o assunto é excesso de peso, esse número é maior entre os homens na capital acreana. O estudo aponta que Rio Branco é a segunda cidade com o maior percentual de excesso de peso entre o público masculino, com 65%. Já nas mulheres, o excesso de peso aparece em 56%, segundo o estudo. O excesso de peso é diagnosticado quando o Índice de Massa Corporal (IMC) alcança valor igual ou superior a 25 kg/m2, enquanto a obesidade é diagnosticada com valor de IMC igual ou superior a 30 kg/m2. Esses critérios são os utilizados pelo Vigitel para analisar as informações sobre peso e altura fornecidas pelos entrevistados.
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