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No AC, festival celebra os 40 anos de demarcação da terra indígena Campinas/katukina

31 Julho 2019

Festival Noke koi celebrou os 40 anos de demarcação de terra com muita música e dança em Cruzeiro do Sul. Dança e música marcam festival e celebração dos
40 anos da terra Katukina A 11ª edição do Festival Noke koi celebrou os 40 anos de demarcação de terra Campinas/Katukina. Além de fortalecer a cultura, o festival é uma ferramenta utilizada pelas lideranças para perpetuar os costumes. O povo Noke koi, da tribo indígena katukina, resiste diariamente aos impactos da cultura do não índio, mantendo sua língua e tradições. São quase 800 índios divididos em oito aldeias espalhadas nos 18 km da terra indígena, que fica na BR-364, em Cruzeiro do Sul. O povo sobrevive da caça, pesca e agricultura. O líder indígena Poá Katukina explica que o festival é para fortalecer a juventude. “Para que nossa juventude aprenda a cantar e saber a história do povo Noke Koi, o surgimento”, afirmou. Festival reuniu indígenas e comunidade para celebração Reprodução A energia elétrica, televisão, celular e internet já chegaram na terra indígena. A menos de 60 km de Cruzeiro do Sul, com estrada pavimentada, as lideranças indígenas lutam pra manter os jovens dentro da aldeia. “Apesar de ter tudo isso, novas tecnologias, não atrapalha. A gente fortalece nosso dia a dia com nosso idioma, canto, pintura, medicina e história. Isso que importa para gente”, reforçou o líder. Celebração teve muita macaxeira, carne assada e banana frita e cozida na brasa Reprodução Festival Foram quatro dias de festa embaixo do chapéu de palha, três noites sem dormir brincando e dançando. Quem visita o local também não pode ficar de fora, a comunidade é convidada a participar. São danças e músicas que têm todo um significado. “Temos que fortalecer nossa cultura pra não deixar nossa identidade enterrada”, contou Adriano Katukina. Poá Katukina explicou que a terra Campinas/Katukina tem mais de 32 mil hectares de terra divididos em oito aldeias. Enquanto uns brincam, mulheres preparam o almoço, tudo seguindo a tradição: a macaxeira, a banana frita, cozida na brasa e a carne para acompanhar. Entre uma dança e outra, os mais jovens aproveitam para jogar futebol, tudo para não deixar a indisposição chegar.
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